Promessas não cumpridas
Estou usando a palavra procrastinar escrita pelo leitor José Roberto J. da Silveira na carta “Navios encalhados” (CP, 13/11), pois ela demonstra bem os motivos da reação dos moradores da região das ilhas de Porto Alegre que, na quarta-feira, bloquearam as rodovias BR 116 e BR 290 devido à demora em uma solução urgente para eles. Habitantes das Ilhas de Porto Alegre e da Vila Areia, que perderam suas casas na tragédia das águas, cobravam soluções que não podem ser adiadas para as prometidas habitações que ainda não receberam. Senhores que tomam as decisões importantes, deixem de procrastinar, como disse o leitor, e não se distraiam nem tergiversem usando evasivas ou subterfúgios. Não adiem ou demorem em suas decisões. Os senhores precisam resolver a situação das pessoas que ficaram sem nada, sem suas casas e tão somente com promessas não cumpridas.
José Ronaldo S. de Lima, Porto Alegre, via e-mail
Cortes nos projetos sociais
Difícil de acreditar que o governo federal vai cortar salários, benefícios, aposentadorias, projetos da saúde e educação para equilibrar as contas que ultrapassaram a meta fiscal, do Projeto Arcabouço. Por que não cortam os grandes salários de Brasília, mordomias e penduricalhos e centenas, quiçá milhares de viagens, quando poderiam usar o sistema on-line para reuniões? Por que não reduzem os bilhões dos fundos partidários e fundos de campanhas eleitorais? No entanto, podem mexer na mesa e na saúde dos pobres, daqueles que já não têm mais dinheiro para comprar remédios, comida, material escolar dos filhos e netos? Isso pode? Respeitem os mais necessitados e não piorem mais a qualidade de vida dos brasileiros. Não forcem nem estiquem demais essa corda, que poderá arrebentar para o lado dos privilegiados e do sistema, colocando em risco a nossa democracia e a nossa Constituição, que prega igualdade para todos.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail
Biblioteca
Se a Prefeitura de Porto Alegre é copatrocinadora da 70ª Feira do Livro, deve a Secretaria Municipal da Cultura solicitar doações a cada editora para abastecer a Biblioteca Municipal Josué Guimarães, que está defasada nas obras literárias. Nós, sócios antigos, já lemos tudo. Não custa nada.
Carlos Garcia, Porto Alegre, via e-mail
Trabalho
Acredito que ainda não é hora de tentarmos a redução de jornada de trabalho. O país precisa crescer muito para se igualar às nações mais desenvolvidas.
Raimundo S. Soares, Porto Alegre, via e-mail