Propaganda eleitoral
É lei ter horário político nas rádios. Mas, de hoje até outubro, temos que conviver com a propaganda eleitoral. É uma informação, dois ou três anúncios comerciais e lá vem "chatice" de candidatos, prometendo benesses aos eleitores. Quando terminam as eleições e os jornais publicam os votos que cada candidato obteve nas urnas, causa-nos "frouxos de riso" porque, em alguns casos, nem os familiares votaram nos postulantes aos cargos públicos.
Heraldo Quesada, Porto Alegre
Erico Verissimo
Erico Verissimo foi um dos maiores romancistas do Brasil, integrando a segunda fase do Modernismo. Nascido em Cruz Alta (RS), destacou-se por sua linguagem direta e cativante, também por ser um genial contador de histórias. Ele tem diversas obras, entre elas, o ciclo de Clarissa (romances urbanos): “Clarissa” (1933), “Música ao Longe” (1935) e Saga” (1940), que retratam a juventude e a sociedade da época. Também livros como “Olhai os Lírios do Campo” (1938), um grande sucesso de público, e “O Resto é Silêncio” (1943). A obra-prima foi “O Tempo e o Vento” (trilogia composta por “O Continente”, “O Retrato” e “O Arquipélago”, publicada entre 1949 e 1962), que narra a formação do Rio Grande do Sul através da saga da família Terra Cambará. Erico Verissimo foi o meu autor da minha adolescência. Muito cedo, o personagem Capitão Rodrigo invadiu os meus dias e me fascinou de diversas formas. Lembro da frase inesquecível dele: "Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!”. Assim como Ana Terra passeou pelas minhas memórias nas noites de ventania: "Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando". Costumava lembrar a personagem sobre os momentos que mudaram o rumo de sua vida. Eu indico começar pelo livro “Clarissa” e se encantar com a urbanidade de uma Porto Alegre dos anos 30. Arrisque-se, conheça esse autor gaúcho e grande contador de histórias.
Marisa Piedras, Porto Alegre