Racionamento
Há cerca de 120 anos, o Correio do Povo noticiava seca na região de Bagé. Hoje, mais uma vez, é noticiado o racionamento de água no município pelos baixos níveis hídricos disponíveis. Fica patente a incompetência e/ou má vontade dos ilustres prefeitos, ao longo de mais de um século, para uma solução deste problema recorrente. Esse é o Brasil.
Lauro Becker, Porto Alegre, via e-mail
Pesquisas
Também estou inteiramente de acordo com o leitor José Carlos Morsch (CP, 7/3) e com o leitor Sebastião Cruz (CP, 10/3) quando dizem que a mídia brasileira privilegia e dá espaço a pesquisas orquestradas. Nunca ficamos sabendo em que zona ela foi feita. Além disso, o percentual pesquisado representa apenas 0,01% da população brasileira. Pergunto: podemos acreditar nelas?
Charlie Eduardo Schwantes, Porto Alegre, via e-mail
Primeira-dama
Tenho que comentar a manchete de capa do Correio do Povo de sábado (8/3): “Lula cogita atitude mais drástica para conter inflação dos alimentos”. A maior atitude a ser tomada é conter os gastos de seu governo, incluídos os gastos de nossa primeira-dama. Parece que nunca comeu mel. Tomara que chegue o dia da lambuzada. Esta é a atitude correta.
Manoel Borba, Porto Alegre, via e-mail
Conservação
Nada de novo, senhor Marcelo Vargas (CP, 10/3). No Brasil, pouco se conserva o patrimônio. Se o Coliseu fosse aqui, já teria virado shopping ou edifício. Na capital gaúcha, correu notícia de que queriam desmanchar o Mercado Público para fazerem um shopping. E, cada vez mais, desmatam e destroem casas históricas para construírem os espigões de concreto e vidro, que, muitas vezes, invadem a privacidade dos imóveis vizinhos existentes e até favorecem alagamentos por impermeabilizarem o solo. Não será surpresa se cogitarem destruir o Mercado de Itaqui para fazerem um shopping ou edifício.
João Macedo, Itaqui, via e-mail
Legado
Prezado Dom Quinteros, aqui por essas bandas temos um lema que diz "não está morto quem luta e quem peleia". Como "usted" sabe, o clube que agora está sob seu comando teve épocas de glórias, fruto de muito trabalho, esforço, luta e garra de seus jogadores. Verdadeiros heróis, do tempo em que "la plata" não importava mais que a dignidade e a camisa do clube usada, surrada e manchada de sangue. Por meus olhos passaram desfilando Ortunho, Ancheta, Loivo, Neca, Iura, Everaldo, Cejas, Alcindo, Tarciso, Zequinha e tantos outros antes e depois. Guerreiros heroicos que, no campo, davam a vida pela luta e pela vitória. Pois, "hermano", reserve um tempinho em suas enormes tarefas e converse com os mais velhos, procure visitar a sala de troféus, informe-se da gloriosa história deste clube tão amado por Lupicínio Rodrigues e Teixeirinha, metade deste Rio Grande gigante e boa parte deste país. Verá que não é pouca coisa! Incorpore este espírito guerreiro no próximo domingo e, pelo menos, tente, tente, sempre, até o fim, sem desistir, a vitória, nem que para isto tenha que dar o sangue, o suor e as lágrimas. É isto que esperam os milhões desta "hinchada" apaixonada.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail