Racismo
Tivemos quinta-feira mais um caso de racismo no jogo entre Palmeiras e Cerro Portenho, no Sul-Americano Sub-20, contra um atleta brasileiro. O Cerro não deve ser punido por causa de alguns elementos que vão aos jogos para descarregarem suas fobias. O rei Pelé sofreu este tipo de intolerância várias vezes e respondia com gols, não fazia gestos ofensivos, só sorrisos. Por isso, Luighi, gol neles para explodirem de desgosto.
Heraldo Quesada, Porto Alegre, via e-mail
Saúde dos infantes
Atualmente, a saúde metabólica de crianças e adolescentes está sendo comprometida pelo consumo excessivo de alimentos processados, sedentarismo e uso desregulado de dispositivos eletrônicos. Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras trans e aditivos químicos, são pobres em nutrientes e contribuem para o aumento da obesidade infantil, diabetes tipo 2 e dislipidemias, antes mais comuns em adultos. O sedentarismo também tem piorado, com menos brincadeiras ao ar livre e mais tempo em frente a telas, afetando o desenvolvimento motor, cardiovascular e mental, aumentando riscos de ansiedade e depressão. Além disso, o uso excessivo de celulares e tablets estimula a liberação de dopamina, podendo levar à dependência digital, reduzindo a concentração e dificultando o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais. Para reverter essa situação, é crucial promover uma alimentação balanceada, incentivar atividades físicas e estabelecer limites saudáveis no uso de tecnologia. A saúde metabólica e mental das futuras gerações depende das escolhas atuais.
André Luís Jakubowski, Porto Alegre, via e-mail
Pesquisas e tribunais
Perdão, leitor e missivista José Carlos Morsch (CP, 7/3), mas o Brasil tem 155 milhões de eleitores. E eu sempre critiquei as famigeradas pesquisas eleitorais, que, desde que existem, acumulam graves erros até nas previsões de boca de urna. No passado, por exemplo, o principal instituto da época previu a reeleição de Germano Rigotto (PMDB) para o Palácio Piratini. Mais recentemente, os institutos de pesquisa “elegeram” Dilma Rousseff (PT) para o Senado Federal por MG, mas ela ficou em terceiro lugar. Aqui, no RS, a boca de urna tentou eleger senador Olívio Dutra (PT), mas quem se elegeu foi Lasier Martins (PSD). Nos dois casos, então, pela ótica do senhor Morsch, as pesquisas teriam sido pagas pelo PT? Mas, até nos Estados Unidos, as pesquisas falharam feio: davam sempre empate técnico, mas o republicano Donald Trump conquistou uma vitória avassaladora. Aqui, no Brasil, o desgaste foi tanto que o principal instituto mudou de nome e seu antigo diretor-presidente deixou os holofotes da mídia quando passou a ser investigado sobre uma (suposta?) venda de informações pessoais. Mas, meu caro Morsch, o senhor não precisa se preocupar. Primeiro, porque, talvez para os institutos de pesquisa, esta queda brutal de popularidade de Luís Inácio (PT) pode ser apenas uma jogada para, no ano decisivo de 2026, elas mostrarem uma fantástica recuperação e altos índices de aprovação. Por segundo, com estas urnas, este TSE e este STF, se a saúde dele permitir concorrer, as chances de reeleição são superlativas. Aliás, o atual Supremo Tribunal apresenta uma condição inédita: seus membros começam a se tornar indesejados no exterior.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail