Do Leitor

Reforma Tributária, tornozeleira, magistério, desgoverno e saber jurídico

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Reforma Tributária

Tema desafiador, tirando-nos o sono, há anos posto em debate a pretendida reforma tributária. Quando se fala, percebe-se a União pretendendo arrecadar mais e nós, sofridos contribuintes, em pagarmos menos. Nesse embate de propósitos, não sejamos ingênuos, a despeito da elevada carga sendo suportada, seremos vencidos. Imprescindível, sem dúvida, tivéssemos antes reforma administrativa, diminuindo o tamanho do Estado. É imperativo, e acontecendo o contrário, redução do custo, hoje extremamente pesado, da máquina administrativa. Como os entes públicos, nas três esferas, não apenas a União, não geram receitas, mas mantidos pelos tributos que pagamos, emerge evidente, diante do quadro, que não haverá redução. Em consequência, oxalá incidamos em equívoco, nenhuma expectativa favorável. Ao Congresso Nacional, a missão inafastável de ir ao encontro dos anseios da sociedade. Aguardemos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Tornozeleira

Pelo menos o primeiro passo foi dado com a colocação da primeira tornozeleira em autor de violência doméstica! Melhor começar com pouco, do que não começar.
Mariane Malgarin, São Martinho, via Instagram

Magistério

Ninguém entende mais seu contracheque! Muita gente não ganhou nem um centavo de aumento ou reposição da inflação no mês de maio. É um pavor o que o governo fez com o plano de carreira do Magistério, no “tira daqui, põe ali”, terminando com triênios e outras vantagens adquiridas. Isso que sua bandeira de campanha era a educação. Talvez para os estudantes, mas esqueceu os professores. Lamentável realidade que sempre viveram os professores governo após governo. Classe que sempre foi mal paga, greves que nunca levaram a nada, desrespeito e abandono. Indescritível o sentimento de tristeza de profissionais que dedicaram suas vidas à educação e agora abrem um mísero contracheque e encontram o mesmo valor de janeiro, fevereiro e março.
Maria Alice Pitta, Porto Alegre, via e-mail

Desgoverno

Para sua corte, 40% de aumento, para o Judiciário 18%, o que é justo. Para os professores estaduais, reajuste zero. O reajuste que nos foi dado é dos nossos triênios. O governador se faz que não sabe a cláusula pétrea da Constituição federal que são os direitos constitucionais que nada pode afrontar. E ainda quer ser presidente. Coitados dos aposentados!
Omaciel Teixeira, São Gabriel, via Correios

Saber jurídico

Em 2016, na primeira petição dirigida ao então juiz Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o advogado Cristiano Zanin sustentava a incompetência daquela vara para processar e julgar o ex-presidente Lula, reafirmando-a em todas as instâncias do Judiciário até chegar ao STF, que, em 15/4/2021, por 8 a 3, confirmou a decisão do ministro Fachin pela incompetência do juízo, tornando nulas as condenações do seu cliente. Fez a prova provada de seu notável saber jurídico. 
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail