Do Leitor

Revolução Farroupilha e editorial.

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Revolução Farroupilha

Poderíamos, quem sabe até recomendável, diante da intranquilidade em que vivemos, falar sobre a posição do STF. Mas não, preferimos reverenciar os altruístas e inesquecíveis que nos antecederam. Que expuseram suas vidas. Muitos foram abatidos na ânsia de construção de novos tempos. A Revolução Farroupilha, mais longa internamente, de 1835 a 1845, alicerçou nossa então Província. Embora o enfrentamento inferior em quantitativo de seres humanos e materiais bélicos ao disposto pela Monarquia, deflagrado o enfrentamento. Nossos patrícios, com líderes como Bento Gonçalves, Davi Canabarro, Onofre Pires e outros, buscando autonomia e não exploração pelo governo central, foram para a luta. O ideário de independência para gerir o que produzíamos, liberdade, igualdade e fraternidade, estimulava as ações em busca, já naquela época, de uma sociedade justa e perfeita. Imprescindível que reconheçamos e, ao mesmo tempo, estejamos, nos dias presentes, ativos e preparados, dizendo o que pretendemos e propondo reformas estruturais. Hoje, sem armas, felizmente, mas com firmes e inarredáveis propósitos. Abracemo-nos, gaúchas e gaúchos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim

Editorial

Tremendamente verídico o editorial do Correio do Povo de 17/9, “Hora dos devidos esclarecimentos na mais alta corte brasileira”. As prerrogativas constitucionais do Supremo Tribunal Federal tratam da necessidade do devido equilíbrio, mas o que se vê e ouve é exatamente o contrário. Conflitos pessoais, interesses espúrios e busca de protagonismo típicos de “celebridades de Internet” não condizem com as funções da toga. É urgente restabelecer a normalidade sob pena de ameaça à democracia, cujo retorno ao nosso país custou muito esforço.
Gilberto Jasper, Porto Alegre