Do Leitor

Rotina e proteção, desafios do clima e piche em Guaíba

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Rotina e proteção

Em uma ação de rotina, a força-tarefa do Ministério Público do RS realizou, na segunda-feira, uma fiscalização antes de começar a 245ª Feira do Peixe em Porto Alegre e nas bancas do Mercado Público. O foco principal era garantir a segurança dos pescados e proteger a população. Os agentes passaram a fiscalizar os caminhões que chegavam (CP, 15/4). Toda a carga de 2,6 toneladas de um dos veículos foi condenada e inutilizada por problemas sérios de higiene e temperatura inadequada para transportar os peixes. E no interior do Mercado foram examinadas sete bancas de pescado, sendo apreendidos 100 kg em duas peixarias. Em uma das câmaras frias vistoriadas, os agentes apreenderam 3,5 toneladas de carne bovina e suína, com validade vencida, sem origem e sem inspeção sanitária. No total, 6,1 toneladas de material apreendido. Que barbaridade! Dá para imaginar famílias sendo contaminadas? Não dá. Para o secretário de Governança Cidadã, Cassio Trogildo, a fiscalização reforça a confiança do consumidor, pois as inspeções são rigorosas e realizadas ao longo do ano.
Marina T. Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail

Desafios do clima

O principal desafio da plataforma POA Clima, Prefeitura de Porto Alegre, será o de superar o descrédito com os alertas do clima emitidos por órgãos públicos como a Defesa Civil Municipal. A prefeitura esclareceu, durante o lançamento na South Summit Brazil, que a plataforma está em versão beta, ainda sem todas as funcionalidades publicadas. O Correio do Povo já havia abordado o descrédito pelos avisos, o que motivou a plataforma a planejar modificações na forma como eles serão expostos à população. A Capital será dividida em 17 regiões e terá marcações do tipo de risco que haverá no local com a previsão do clima, a condição do tempo e o volume de chuva a “curtíssimo” prazo. Em 2024, o Brasil registrou 251 mortes por chuvas intensas, sendo o quarto ano mais letal em três décadas. Setenta por cento dos óbitos foram no Rio Grande do Sul.
José Ronaldo S. de Lima, Porto Alegre, via e-mail

Piche em Guaíba

Que tristeza é contemplar ruas antigas, centenárias, outrora pavimentadas com pedras habilmente assentadas à mão, agora sendo sufocadas sob uma camada de piche. E que dor é ver a chuva descer em turbilhão, incapaz de ser acolhida pela terra, pois ali está o piche impermeável, carregando consigo não apenas a água da tempestade, mas também as nossas memórias. Minha opinião: a ladeira do Cemitério de Guaíba ficou horrível! Que pena!
Rejane Moreto Pinheiro, Guaíba, via e-mail