Roubalheira no INSS
Faz alguns meses, ganhando repercussão gigantesca, surgiu a descoberta de falcatruas no INSS. Revelado que alcançavam a estupenda quantia de seis bilhões de reais sacados de aposentadorias e pensões. Manchetes, entrevistas e comentários em todos os veículos de comunicação. De imediato, como natural, pensamos em procedimentos cíveis, ressarcimento pelos vigaristas, e penais. De repente, silêncio, apenas o governo buscando acordo. Sugerimos, ao tempo, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, integrada por senadores e deputados, para ampla investigação, sem prejuízo, óbvio, das outras medidas impositivas. Agora, finalmente, dir-se-ia aleluia, aleluia, CPI em movimento. O que esperamos, como pobres mortais? Desenvolva investigação ampla, tendo a seriedade como suporte, sem poupar ninguém por aspectos partidários ou ideológicos. Temos o direito, não será favor, de saber quem meteu a mão direta ou indiretamente nos benefícios previdenciários. E mais, compensando a demora, urgência no cumprimento da árdua missão. Assim seja!
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Regulação de plataformas
O plano do governo federal para regular as plataformas digitais incorpora o que decidiu o STF sobre a responsabilidade civil das empresas, prevê controle parental em redes sociais e evita tratar de desinformação. O Supremo decidiu em junho que as plataformas são obrigadas a remover conteúdo criminoso considerado grave, como terrorismo, incitação ao suicídio, discriminação, pornografia infantil, tráfico de pessoas e pedidos por golpe de Estado. Graças a um vídeo de um influenciador jovem sobre o abuso infantil que se tornou viral e sacudiu o país, o tema da regulação recebeu a atenção devida das autoridades e do Congresso. Esperamos que não pare por aí e, sim, que se consiga acabar com este problema que afeta o desenvolvimento das nossas crianças e da juventude brasileira.
Lauder S. Santarrosa, Porto Alegre, via e-mail
Explosão de preços
É preciso que algum órgão federal consiga controlar o que está ocorrendo em Belém do Pará, que vai sediar a conferência sobre o clima em novembro, a COP30. Devido à baixa confirmação de presença de delegações no evento, em consequência da explosão de preços nas diárias, o governo brasileiro negou um pedido da ONU para que aumentasse o subsídio às hospedagens, ao mesmo tempo em que pediu à própria ONU que aumentasse o repasse às delegações, que recebem da ONU 144 dólares por dia para alimentação e hospedagem, enquanto que as diárias em Belém começam a partir de 350 dólares e aluguéis por temporada de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Em consequência, os proprietários de imóveis estão despejando os seus inquilinos para “aproveitar” os valores mais altos. Dá para acreditar? Estão cogitando até em utilizar navios. Acredito que o mais barato seriam as videoconferências, cada delegação em seu país e não precisariam viajar para serem vítimas de inescrupulosos.
Valéria S. T. Guarnier, Porto Alegre, via e-mail