Sem fronteiras
Do céu desceu a chuva e as gotas entraram no chão. Avolumaram-se. Atingiram alturas jamais imaginadas pelos seus habitantes. Diferentemente do dilúvio universal, não havia arca para proteger-nos, mas sim botes salva-vidas, naves espaciais e fluviais para atender locais ilhados. Havia o carinho da humanidade que estendeu a mão rude ou macia aos seus irmãos, olhando para todos os lados em busca de sobreviventes. Um olhar sem fronteiras. Um olhar a esse belo planeta pintado de azul e lindo por natureza. Benditos sejamos todos!
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail
Aeroporto Salgado Filho
Está parecendo má vontade de parte do governo federal para entrar de cabeça e agilizar o início de providências para que tenhamos o aeroporto Salgado Filho se movimentando e vermos quaisquer que sejam as atividades que aliviem a tristeza e desesperança dos gaúchos, pois todos estão perdendo com essa inércia e transferência de responsabilidades. Querem atingir o governo do Estado e a prefeitura como se fossem os únicos responsáveis pelas enchentes que atingiram o aeroporto, que é vital para todos os segmentos de nossa economia.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail
Tragédia brasileira
A história se repete como farsa, disse alguém. Mas, no Brasil, a história se repete como tragédia. Em 1835, quando o Império prejudicava os estancieiros gaúchos privilegiando o charque do Prata, eles se levantaram e, com a liderança de Bento Gonçalves e mais uma dezena de guerreiros deflagraram a Guerra dos Farrapos. Agora o governo federal, ao invés de investir alguns milhões para auxiliar os orizicultores gaúchos no escoamento da última safra, que atende 70% da necessidade do consumo nacional e já tinha 65% colhida no início da enchente e comprar o restante da necessidade como estoque regulador, decidiu realizar uma bilionária e desastrada importação de milhares de toneladas de arroz. Lembra a lenda do escorpião que ofereceu carona a um inseto para atravessar um regato com a promessa de não atacá-lo. No entanto, ao chegar à outra margem, o escorpião preparou-se para engolir o inseto que lembrou a promessa feita. Ao que o escorpião respondeu: "Matá-lo é da minha natureza". Parece que é do DNA do governo federal prejudicar o agronegócio brasileiro.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
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