Do Leitor

Setembro Amarelo e compras.

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Setembro Amarelo

Vida, uma travessia que se revela a cada passo dado. Feita de dias bons, dias ruins, dias mais ou menos, por que não? Aceitar que o extraordinário não nos espera em cada esquina, aceitar que não seremos sempre a melhor versão, aceitar que cansamos e somos falíveis: eis aí um jeito de viver um pouco mais leve. No mês da campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida, escrevo sobre autocompaixão, sobre a necessidade de um olhar terno para a voz interior que pede afago, compreensão e menos rigidez. Estamos lutando, fazendo tudo o que está ao nosso alcance. Seguimos o nosso tempo e ele é só nosso, independente dos relógios vizinhos. Somos grandes em nossa simplicidade diária. Acordar e abrir a janela já é bom demais. Abrir a janela para dentro de si, e colher flores amarelas ainda que o céu esteja cinzento, é melhor ainda.
Alina Souza, Porto Alegre

Compras

Comprar ficou fácil. Difícil é garantir que a mercadoria entregue corresponda à expectativa criada pela propaganda. A pesquisa Arrependimento de Compra 2025, do Opinion Box, revela que 3 em cada 4 brasileiros já se arrependeram de alguma compra. O número é expressivo e deveria provocar mais preocupação nas empresas do que uma simples reunião para discutir vendas. A solução não exige discursos sofisticados. Exige transparência, qualidade e respeito. Melhores condições de devolução e troca são apontadas por 56% dos consumidores como a principal medida para recuperar a confiança. Descontos ajudam, mas não apagam uma experiência ruim. O consumidor não pede perfeição. Pede coerência entre o que foi anunciado e o que foi entregue. Parece pouco. No entanto, diante dos números, cumprir o básico já seria uma inovação respeitável.
Gregório José, Muriaé (MG)