Sinal de alerta
O que está ocorrendo? Fiquei surpreso com a notícia de que ocorreram seis casos de Covid-19 que atingiram professores de uma escola municipal no bairro Restinga. A direção da escola decidiu suspender seis turmas, ou seja, não haverá aulas para estes alunos. A Secretaria Municipal de Educação, a Smed, confirmou (CP, 12/9) como positivos os testes nos docentes e que outros dez apresentaram sintomas de gripe. A dispensa será de algumas turmas, não da totalidade dos alunos. Estes casos surgiram depois do anúncio, no dia 10, de que o surto de Covid-19 no Hospital Nossa Senhora da Conceição havia terminado. O vírus fora detectado em 16 de agosto em 65 pacientes, dos quais dois faleceram. Ambos eram idosos e não estavam vacinados ou não tinham a cobertura completa. O cuidado diuturno é necessário, pois não podemos baixar a guarda para essas doenças, principalmente para a Covid-19.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Imponentes e exóticas
Realmente são uma beleza as imponentes e exóticas palmeiras (Washingtonia robusta) que trazem beleza e leveza ao cenário urbano de Porto Alegre. Os primeiros 288 exemplares foram implantados em 1935 nas avenidas Sepúlveda, Getúlio Vargas, General Flores da Cunha (Independência) e Osvaldo Aranha, para a Exposição do Centenário Farroupilha. De 1939 a 1943, mais 630 Palmeiras-da-Califórnia foram plantadas. Até 1930 tínhamos os nativos jerivás, mas, por questões paisagísticas, houve a opção pela espécie norte-americana, mais bem adaptada ao clima de Porto Alegre, podendo viver mais de 200 anos. Gostei de ler o detalhe sobre o plantio improvável na ponte da avenida João Pessoa, no cruzamento com a Ipiranga, que teria sido uma “vingança” de funcionários que não tinham pausa para o lanche. O engenheiro responsável achou muito bonito e pediu para não retirá-la.
Andrea S. de Taranto, Porto Alegre, via e-mail
Voto de Fux
Textos e comentários na mídia parecem demonstrar contrariedade com o tempo usado pelo ministro Luiz Fux na formulação de seu voto durante o julgamento do alegado golpe de Estado. Destoando do procurador-geral da República e do ministro relator, Fux optou pela análise de cada imputação criminal e da conduta individual do acusado. Isso porque a análise individual de cada conduta é que indicará a participação, ou não, na prática do crime e, se for o caso, influirá na dosimetria da pena. Elaborou seu voto baseado na prova dos autos, na legislação, na jurisprudência e na doutrina penal que indicou, como faria qualquer juiz de direito ao prolatar uma sentença penal. Quando se trata da liberdade de uma pessoa, valorizar o tempo para decidir sobre ela não é recomendado.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail