Sinaleira confusa
Quem sobe a Plínio Brasil Milano, sentido Centro, na altura do IAPI, vê uma sinaleira na esquina após a Cristóvão Colombo. Mas, à medida que se aproxima, percebe um farol que estava escondido pelas árvores, na esquina antes da Cristóvão. O automóvel por aplicativo em que eu viajava precisou frear bruscamente e dar ré, pois o condutor só conseguiu notar o sinal vermelho no último instante. Para ajudar a confundir, há uma placa de 'À direita, siga livre', então muitos ficam na dúvida e, frente a dois sinais fechados, param o veículo. Fica o convite para as autoridades circularem nesse ponto e perceberem o perigo.
Marcio de Almeida Bueno, Porto Alegre, via e-mail
Ditados
Os ditados populares expressam a presença viva dos nossos antepassados no nosso cotidiano. Quanta sabedoria está condensada em frases simples que nos ensinam a viver melhor!
Nilse Centenaro, Porto Alegre, via e-mail
Telas
De repente, os dispositivos eletrônicos passaram a ocupar um vasto espaço no dia a dia. Forjam um espaço de certezas, salvam-nos da dúvida e de seu mundo obscuro. As telas iluminam a caverna e já não fechamos os olhos, alertas, dependentes de suas respostas. Enquanto isso, adormece o potencial de elaboração. Para que elaborar, se tudo pode vir pronto? Encomendamos relacionamentos por aplicativos. Delegamos trabalhos para a inteligência artificial. As crianças já não usam o famigerado "por quê?" diante das razões desconhecidas. Não perguntam aos pais; perguntam ao Google. É mais rápido. O vazio nos aterroriza, a folha não pode estar em branco, os hiatos são menos toleráveis e, ao mesmo tempo, crescem, denunciam nossas próprias rachaduras, nosso medo ensurdecedor de despedaçamento.
Alina Souza, Porto Alegre, via e-mail