Do Leitor

Solidão conectada, Congresso e empreendedorismo.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Solidão conectada

Nunca foi tão fácil falar com alguém – e tão difícil ser, de fato, ouvido. Vivemos cercados por mensagens, áudios, notificações, mas algo essencial escapa: a sensação de presença. Conversa-se muito, encontra-se pouco. Responde-se rápido, escuta-se mal. A tecnologia encurtou distâncias físicas, mas, com frequência, alongou as emocionais. Criamos versões editadas de nós mesmos, sempre disponíveis, quase nunca inteiros. E, nesse excesso de contato, instala-se uma solidão paradoxal: a de quem está sempre acessível, mas raramente alcançado. Talvez o problema não seja a falta de conexão, mas a falta de profundidade nela. Porque estar em rede não é o mesmo que estar junto.
Valéria Surreaux, Uruguaiana, via e-mail

Congresso

O desgaste da classe política vem de muito tempo. Hoje certos integrantes dos outros poderes da República igualmente. Contudo, os nossos parlamentares, nem quando surge uma oportunidade de melhoria da imagem aproveitam. Exemplo marcante o escândalo do Banco Master. Tinha o Congresso Nacional, não haveria de deixar passar, diante da gravidade, de instaurar uma CPI, desenvolvendo amplo procedimento investigativo. A sociedade com entusiasmo aplaudiria. Momento desperdiçado. E agora, ainda vale a pena, a despeito do gigantesco atraso, mas se depois da delação, quando Vorcaro pode envolver alguns e afastar outros malfeitores, a amplitude da ação do Congresso estará reduzida. Lamentemos todos! Transformemos as frustrações em esperanças.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Empreendedorismo

Como está difícil empreender neste país, senão vejamos: carga tributária abusiva; legislação ambiental nociva; burocracia em excesso; legislação e justiça trabalhistas inamistosas e parciais e, agora, projeto para alterar a escala 6x1 sem alteração salarial. Em pouco tempo, estarão todos falidos ou na informalidade, sem recolher nada à previdência. Onde estão os incentivos à geração de riquezas? Viveremos todos de bolsas estatais? Pobre país!
Luiz Serpa, Novo Hamburgo, via e-mail