Solidariedade
Quando o ser humano pratica maldades, desequilíbrio nas relações, não raro a gente pensa “o mundo está perdido”. Evidente que precisamos, como eternos aprendizes, buscar o aperfeiçoamento. Pois a desgraça que se abateu sobre a nossa Erechim, quando no domingo, dia 23, fomos vítimas de tempestade de granizo, de forma jamais ocorrida. O desespero de todos, inevitável diante do quadro assustador, passou a contar com apoio generalizado. O sentimento nobre da solidariedade gritou forte, como que dizendo “estou aqui, irmão”. Pessoas não só da nossa convivência, como da região e de fora dela, prestando inestimáveis auxílios na reconstrução das casas, dos prédios, permitindo que se diga na reconstrução das vidas. Situação que alcança entidades preciosas, entre elas o Lar da Criança Edir Bisognin Goelzer. O trabalho da reconstrução só com a união e ações concretas, como vem ocorrendo. Enfim, não estamos perdidos, o ser humano se afirma como ente precioso, indispensável para uma sociedade fraterna.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Olhar inclusivo e cidadão
O convite da coordenadora de Paradesporto em Porto Alegre, Liza Cenci, é importante. Em seu artigo “Inclusão e Cidadania” (CP, 3/12), ela nos convida a caminhar sob o olhar dela, uma mulher com deficiência física, que jamais permitiu que as limitações do corpo fossem maiores que os seus sonhos. Ela fala em nome dos 18,6 milhões de deficientes no Brasil e dos 30 milhões de idosos, que também carecem de acessibilidade. Para Liza, as cidades precisam de um olhar inclusivo, que exige uma visão sistêmica, planejamento e compromisso. Fazendo minhas as suas palavras, é como tirar alguém da condição de hóspede e transformá-lo em cidadão. Quando a cidade abraça quem tem mais dificuldade, ela fica mais humana e digna.
Maremília Santos, Porto Alegre, via e-mail