Som alto
É gratificante ouvir uma banda executar o samba, nosso ritmo. Mas algumas casas de espetáculos, sem equipamentos acústicos, com som muito alto, incomodam seus vizinhos, como é o caso de um estabelecimento no bairro Chácara das Pedras, na capital, que varam as madrugadas, às quartas-feiras, sextas, sábados e domingos, deixando os moradores do entorno com insônia.
Heraldo Quesada, Porto Alegre, via e-mail
Desatenção conectada
Às vezes acessamos a rede social para consultar uma informação e, quando nos damos conta, olhamos vídeos de pets ou outras curiosidades irresistíveis. Abrimos uma aba no navegador da internet para pesquisar algo e, de repente, lembramos de pagar uma conta. Entramos no aplicativo do banco e, sabe-se lá por que, o reconhecimento facial não funciona. Aff! Precisamos entrar no e-mail para lembrar a senha. Deparamo-nos com a caixa de entrada supercheia, com vários recados a serem lidos. E o que mesmo estávamos fazendo antes? Muitos chamam tal emaranhado de janelas abertas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Talvez seja mesmo, em alguns casos. Mas até que ponto esse estado de distração e, ao mesmo tempo, efervescência mental, não está relacionado à atual cultura, ao estilo de viver que estimula a adentrar nas telas e a esquecer que é possível caminhar lá fora? A esquecer que é possível se concentrar em um passo de cada vez, sem pressa para dar conta de tudo (inclusive dos prazeres) de forma imediata?
Alina Souza, Porto Alegre, via redes sociais
Férias
O período normal de 30 dias de férias, após 12 meses de trabalho, visa repor o estado físico e mental do trabalhador. Os magistrados no Brasil não são seres diferentes e nem provêm de outro planeta, mas têm 60 dias de descanso, em que, com frequência, transformam a metade em pecúnia, o que permite romper o teto constitucional. Desde o Império é assim, mas nada impede a mudança, pois todos são, ou deveriam ser, iguais perante a lei. 30 dias são suficientes para quem trabalha um ano. E nem estamos falando das férias forenses!
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail