SOS Vale do Taquari
Os 36 municípios do Vale do Taquari estão praticamente isolados. Apesar da importância econômica da região, os principais acessos são precários desde a enchente. A ponte na BR-386, entre Estrela e Lajeado, sofre reparos e gera longas filas e substancial aumento no tempo das viagens. Já a ponte na RS-130, entre Lajeado a Arroio do Meio – ligando a parte baixa e alta do vale – foi prometida para o Natal, mas ficou para abril de 2025. A ligação é feita por duas pontes precárias com trânsito em apenas uma mão. A tragédia foi incapaz de sensibilizar as autoridades para agilizar procedimentos e mitigar o enorme sofrimento das comunidades.
Gilberto Jasper, Porto Alegre, via e-mail
Dragagem demorada
O navio EVA Shangai, fundeado há mais de 20 dias, desistiu de descarregar em Porto Alegre e retornou a Rio Grande por falta de dragagem no canal de Itapuã. Outros três navios que aguardavam pelo serviço emergencial também fizeram o mesmo, o Longview Logger, que chegou em 23 de novembro a Itapuã, o Potentia, de Singapura e o Mount Taranaki, bandeira de Hong Kong, que foi o primeiro graneleiro que sofreu encalhe, no final de outubro (CP, 4/12). Conforme a praticagem da Lagoa dos Patos, vão descarregar em Rio Grande, o que irá aumentar os custos para a navegação. O governo estadual liberou R$ 731 milhões do Fundo de Reconstrução do Estado para dragagens emergenciais, mas, até agora, há apenas uma draga que está trabalhando no canal. Aparentemente, ninguém está dando a devida importância à navegação.
Ramiro A. Santos, Porto Alegre, via e-mail
Ações urgentes
Concordo com o editorial “Ações contra o encalhe de navios” (CP, 12/11), que informa sobre uma nota da Fiergs alertando sobre a extrema urgência para desassorear o Guaíba. No texto, a federação assinalou que a não implementação das medidas necessárias poderia levar a paralisações do Polo Petroquímico de Triunfo, além de causar reflexos negativos na cadeia produtiva do RS. Avisou também que a hidrovia gaúcha é essencial para a economia do RS, pois é por ela que são transportados produtos como fertilizantes, celulose, madeira entre outros. E, por isso tudo, a importância de ações urgentes para solucionar o problema.
Roberto T. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail
Campereada
Parabéns e muitíssimo obrigado por escrever algo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo como "Dom Firmino e o velho Ango" (CP, Rural, 1º/12). Essa ficou no meu top 10 das “Campereadas”.
Fernando De Oliveira Veiverberg, Tapera, via e-mail