Do Leitor

Tragédias anunciadas e Porto de Arroio do Sal

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Tragédias anunciadas

Na última sexta-feira, completaram-se seis meses da maior, até hoje, das enchentes históricas no Rio Grande do Sul que causaram a morte de 183 pessoas. Enquanto aqui ocorre o período de reconstrução, o mundo assistiu, na semana que passou, a inundações sem precedentes na Espanha após a chamada “tempestade do século” com mais de 200 mortos e centenas de desaparecidos. Em oito horas, choveu o equivalente a um ano. Concordo com tudo o que disse Taline Oppitz na coluna de sábado, dia 2: “Seis meses depois, tragédia gaúcha ganha reprise na Espanha”. Os episódios daqui e de Valência sintetizaram, em sua agressividade, fenômenos que ocorreram em um ano que está quase no fim. No planeta, secas, incêndios, terremotos, furacões e outros fenômenos foram mais violentos do que os alertas indicavam. Não podemos ignorar que a conta, que deveria chegar para as futuras gerações, está sendo cobrada neste momento, com juros. Precisamos agir agora.
Marina T. Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail

Porto de Arroio do Sal

Muito está se falando na construção de um porto em Arroio do Sal, mas sua eficiência e viabilidade ficarão comprometidas pela falta de uma ferrovia para alimentá-lo. Nesse pressuposto, a utópica ferrovia ligando Porto Alegre ao Litoral deveria passar a ser considerada, prolongando-a até a extremidade sul da Ferrovia Tereza Cristina em Criciúma, e construir a Ferrovia Litorânea em SC (já existe projeto) ligando Imbituba a Araquari, interligando-se com o Sistema Ferroviário Nacional, o que traria maior volume de cargas para o referido futuro porto. Infelizmente os nossos governantes, historicamente, relegam os investimentos em ferrovias, não por desconhecimento de sua importância, mas por submeterem-se a interesses de lobistas de outros modais e na busca imediata de votos nas próximas eleições. Essas ações poderiam auxiliar na viabilização de recompor os trechos ferroviários prejudicados pela recente enchente que assolou o Estado e que deixou a ferrovia do RS isolada do restante do país. Aos políticos que há anos lutam pela construção do referido porto, poderiam levar em consideração, pois sem ferrovia não há desenvolvimento.
Carlos Rodrigues Ribeiro, Porto Alegre, via e-mail