Do Leitor

Transparência, tempos difíceis, testes de motores e barulho

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Transparência

Concordo com a leitora Alba Maranzana (CP, 22/3) que o objetivo das emendas parlamentares seja o de atender as necessidades dos municípios com maior rapidez, principalmente para evitar a grande burocracia das administrações públicas. Só que não pode haver quaisquer dúvidas sobre as finalidades e processos obscuros ou sigilosos que impeçam a correta aplicação desses recursos. Não entendo por que não são reveladas, tornando impossível acompanhar e fiscalizar os caminhos, tornando obscuras todas as ações. O Congresso deveria obrigar a transparência absoluta para que este trato público com altas somas em dinheiro seja de conhecimento universal.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Tempos difíceis

Difícil mensurar o que está acontecendo com o ser humano que mata um filho de cinco anos jogando-o de uma ponte. Outros que põem veneno num bebedouro. Um que joga o carro contra um caminhão com os filhos juntos para se vingar da esposa. Não é só a vingança que tem levado os desvairados a cometer tantas atrocidades. O desamor e a falta de Deus no coração têm atuado fortemente nas pessoas mais desprovidas dessas condições. Um estopim do mal se instalou nessa gente de uns tempos para cá, motivados por alguma coisa muito ruim que vem de algum tipo de ideologia ou coisa parecida. Não é normal isso e a sociedade não pode simplesmente achar que os novos tempos são assim.
Edson Mendes, Caxias do Sul, via e-mail

Testes de motores e barulho

Gostaria de registrar e solicitar ao poder público que fiscalize e coíba os excessos de ruído das 7h30 às 19h, provocados por testes de motores de carros de corridas nas oficinas e nas ruas do bairro Santa Maria Goretti. É de segunda a sexta-feira que fazem testes e regulagem de motores. São carros sem escapamentos. Também não suportamos mais as motos dos motoboys, a maioria com descargas abertas, acelerando ao máximo. Ninguém respeita os vizinhos, moradores pacatos e trabalhadores domésticos. Temos que fechar as janelas para reduzir a entrada dos barulhos ensurdecedores. Já passou da hora de termos uma fiscalização mais ativa para prender, multar e guinchar infratores.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail

Setor de queimados do HPS

Referência no Estado para atender vítimas de incêndios, o setor de queimados do Hospital de Pronto Socorro está em vias de fechar o atendimento para pessoas do interior do RS. Será isso possível? O governo estadual e a prefeitura de Porto Alegre estão discutindo o caos no sistema de saúde da Capital, mas certamente, segundo o executivo municipal, alguns serviços terão de ser fechados. Sem entrar no mérito, pensei no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, que matou quase 250 pessoas e feriu mais de 600. O sinistro ocorreu na madrugada de 2013 e, pela manhã, conseguimos ver a chegada das vítimas trazidas por helicópteros ao HPS. Teriam o mesmo atendimento se o setor estivesse fechado? Não acredito.
Mariana S. do Nascimento, Porto Alegre, via e-mail