Transporte público
A CNI aponta que será necessário um investimento em torno dos R$ 300 bilhões para resolver nossos problemas de mobilidade. Tal matéria sugere que poderá ocorrer até colapso de paralisação em algumas cidades devido ao entupimento de automóveis causado pelo excesso de veículos em circulação. Não cansamos de salientar que, na Alemanha, há mais de trinta anos, foi estudado o que eles denominavam "o apocalipse do trânsito", políticas responsáveis e eficientes para reduzir o excesso de veículos nos grandes centros. Já passou da hora de nossos governantes assumirem a realidade e imporem soluções fortes para a mobilidade, como, por exemplo, outros modais, tipo VLTs, metrôs elevados e aeromóveis. Chega de insistirem com o que está decadente e não oferece mais resultados satisfatórios, com perda de tempo e desperdício do dinheiro da sociedade. Na Capital, é um exemplo de tragédia anunciada, pois todos os anos políticos vão mendigar ao governo federal verbas para complementar as dívidas dos transportes públicos que sempre se encontram na UTI. Complementando, não existe alinhamento de projeto de mobilidade urbana municipal, governo estadual e federal.
Marcelino Pogozelski, Porto Alegre, via e-mail
Inadimplência
A Constituição estadual define os direitos e deveres do Estado em relação à sociedade e vice-versa, instando-os a cumprir com suas obrigações. A crise financeira do IPE Saúde tem na sua origem o fato de que os governos Sartori/Leite não honraram com o dever constitucional de repor anualmente as perdas inflacionárias aos seus servidores, produzindo impactos negativos proporcionais nas receitas do instituto, alegando a falta de recursos. Agora que o governo reeleito se jacta do superávit realizado no exercício de 2022, tem o dever de conceder parte das correções inflacionárias devidas aos servidores e de quitar suas dívidas junto ao IPE Saúde antes de recorrer à solução simplista de onerá-los novamente, pois inexiste a autoridade moral do governante que não cumpre suas promessas.
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail
STF & Polícia
Se o STF ingressar na guerra contra o tráfico, certamente a venceremos. A corte completou a lista de 795 réus, acusados dos atos golpistas no domingo de 8 de janeiro, 25 dos quais foram detidos no dia 8, porque estavam defronte ao QG do Exército, em Brasília. Já a Polícia gaúcha contabilizou cinco mortos e cinco feridos em uma chacina na Capital, quando nem o modelo do carro usado pelos atiradores foi identificado. E, como, segundo a Polícia, a chacina ocorreu numa boca de fumo e foi provocada pela guerra entre facções, certamente do episódio não surgirá nenhum réu.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail