Do Leitor

Travessa Passarinho, perda de identidade, americanismo no Brasil e tragédia humanitária

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Travessa Passarinho

Intervenções como a que fizeram na Travessa Passarinho, aquela que se localiza na frente da Casa de Cultura Mario Quintana, entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos, são maravilhosas e tornam a visualização do Centro Histórico muito mais agradável de se ver. São vários murais que representam as obras de Quintana. De parabéns a Secretaria Municipal de Planejamento e Assuntos Estratégicos que teve o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A ideia é ótima: querem transformar o Centro Histórico na maior galeria de arte pública da América Latina. Alguém tem uma ideia melhor do que essa?
Valéria S. T. Guarnier, Porto Alegre, via e-mail

Perda de identidade

Está com toda a razão a leitora Ana Fidantsef (CP, 23/11) ao escrever sobre a homogeneização cultural que estamos sofrendo. Nossa cultura, tão rica e variada, vem, paulatinamente, sendo absorvida por outra e, consequentemente, vamos perdendo nossa identidade. Fala-se muito, e deve ser falado, sobre o desaparecimento de espécies animais e vegetais. E quanto ao desaparecimento de nossa cultura? Nossa memória cultural vai ficando apagada e um estilo de vida vai sendo imposto. Para ilustrar, neste ano, uma amiga que mora no exterior foi conhecer o Acampamento Farroupilha. Na área de alimentação, havia diversos nomes estrangeiros. E a entrada do Parque de Diversões era ladeada por personagens da Disney. Vamos valorizar o que é nosso, cuidando da nossa cultura e tradições.
Virginia Moura Fietz, Porto Alegre, via e-mail

Americanismo no Brasil

Perfeita a colocação da leitora Ana Fidantsef na coluna do leitor (CP, 23/11) em “Americanismo no Brasil”. Eu diria que isso tudo é resultado do nosso complexo de vira-lata. Consideramo-nos inferiores aos seres que vivem no Primeiro Mundo.
Hermes Buffon, Porto Alegre, via e-mail

Tragédia humanitária

Trágica a forma de agir do presidente Putin, que agora está lançando mísseis balísticos de longo alcance para atingir as estações de geração de eletricidade da Ucrânia, onde o terrível inverno se aproxima. Nem mesmo as tragédias da Segunda Grande Guerra se comparam a esse ataque ao povo ucraniano. Este é o mundo das grandes tragédias humanitárias do Século XXI, sem esquecer do desmatamento da Floresta Amazônica. E ainda querem vender créditos de carbono. O que temos, sim, é um enorme débito de carvão.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail