Do Leitor

'Um ano depois', vacinas para a dengue e 'Câmara e Senado'

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

'Um ano depois'

O ineditismo da enchente histórica do Rio Grande do Sul chamou a atenção do país e do mundo com o caos que se instalou no Estado, a partir do dia 3 de maio, por duas razões: a água que invadiu casas, prédios, bairros e cidades, e o ineditismo e a força do voluntariado de milhares de pessoas daqui, do país e do exterior que foram incansáveis em ajudar. Um grande exemplo para o poder público que não conseguia atender todas as demandas, relata a colunista Taline Oppitz em “Um ano depois” (CP, 3/5). A capa e a contracapa do Correio do Povo mostra-nos uma dualidade entre o antes tenebroso e o agora renovado com os governos federal, estadual e municipais divulgando balanços citando bilhões investidos e iniciativas colocadas em prática, mas não no ritmo necessário para a urgência daqueles que ainda não têm casa para voltar e “tampouco à urgência climática, que nos levará a vivenciar eventos cada vez mais frequentes e extremos”. Os governos vão continuar com disputas de narrativas e os debates serão contaminados devido a proximidade das eleições de 2026. Triste, muito triste.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail

Vacinas para a dengue

São preocupantes os casos de vítimas do mosquito da dengue, noticiados pela imprensa, principalmente em Porto Alegre e no RS. Tais ocorrências não parecem preocupação das autoridades de saúde, pois mesmo com grandes riscos de saúde e de morte ainda não foram providenciadas vacinas para todos. Em porto Alegre, foram anunciados para o público de 10 a 14 anos. Porém, as vacinas foram insuficientes mesmo para esse público. Das duas uma ou faltam ações em políticas públicas por parte das autoridades de saúde pública em nível nacional ou faltam informações. Sobram dúvidas e faltam ações.
Valter Jovenil Ávila da Silva, Porto Alegre, via e-mail

'Câmara e Senado'

O leitor Jorge Lisboa Goelzer sustenta, em seu comentário sob o título “Câmara e Senado” (CP, 28/04), a necessidade de alterações no sentido de limitar os poderes dos presidentes da Câmara e do Senado. Fatos atuais corroboram a necessidade. Todavia, o problema no poder Legislativo não é só esse. É muito maior. Os conchavos políticos; a notória intenção de perpetuação no cargo, sem a consideração do interesse público nacional, com raras exceções; a perceptível subordinação do Legislativo a outros poderes; a insegurança e o receio dos parlamentares em exercer com autonomia a sua atividade precisam ser resolvidas. A composição do Congresso evidencia que nada será feito. Está na hora de afastar o conformismo, o medo e arejar os ares.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail