Do Leitor

Vandalismo, memórias furtadas e torres gêmeas

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Vandalismo

Depois de ler o Correio do Povo de sexta-feira, dia 12, resolvi conferir o estado de abandono da estátua que homenageia o general Bento Gonçalves, localizada entre as avenidas João Pessoa e Azenha. Como descreve a reportagem, é visível o estado de degradação e descuido que compromete o legado do herói, um dos líderes das Revolução Farroupilha. Bento foi o primeiro presidente da República Rio-Grandense. O monumento é vandalizado desde 2017. “O monumento está completamente abandonado, pichado e sujo", lamenta o historiador José Francisco Alves, autor do livro “A escultura Pública de Porto Alegre” (CP, 12/9). A obra foi feita para a comemoração da Exposição do Centenário Farroupilha, no parque da Redenção, em setembro de 1935. Um ano antes. foi contratado o escultor Antônio Caringi para produzir a obra em seu ateliê, na Alemanha. Em 2017, quase uma tonelada do bronze e baixos relevos produzidos naquele país foram furtados e a cantaria de granito vandalizada, o que acelerou ainda mais a degradação, revela Alves. O monumento está pedindo socorro e não é atendido há muito tempo. A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) informou para a reportagem que está avaliando possibilidade de adesão na busca de recursos em leis de incentivo à cultura para um possível restauro da obra.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Memórias furtadas

A reportagem sobre o monumento pichado e vandalizado de Bento Gonçalves, na avenida João Pessoa (CP, 12/9), fez-me lembrar com tristeza de vários monumentos, bustos e placas furtados de prédios históricos, praças e logradouros de Porto Alegre. É como se tivessem furtado também as nossas memórias visuais históricas, que contam o passado da capital do Rio Grande do Sul. Temos documentos nas bibliotecas que relembram a nossa história, mas quando tínhamos esses objetos à vista, era diferente, pois sempre eram vistos diariamente nas praças e em prédios antigos. Não é de bom alvitre estarmos distantes desses monumentos que nos contavam suas histórias, suas conquistas. Na matéria do dia 12, temos a informação de que a prefeitura, através da Secretaria Municipal da Cultura, está avaliando as possibilidades de busca de recursos em leis de incentivo cultural para possível restauro do monumento.
José Roberto F. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Torres gêmeas

A campanha eleitoral esteve tensa em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no dia 11, quando se recordou o ataque de setembro de 2011 nas Torres Gêmeas, praticado pelo grupo Al-Qaeda, que matou quase 3 mil pessoas. As homenagens ocorreram em um ambiente político tenso devido ao assassinato do influenciador e ativista de direita, Charlie Kirk, muito próximo do presidente Donald Trump. O ataque ocorreu durante um evento na Utah Valley University, em Orem, no dia 10 de setembro, e o autor do tiro, de 22 anos, foi preso dois dias mais tarde.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail