Do Leitor

Virada do vento, desassoreamento e turismo e idioma

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Virada do vento

A situação do navio graneleiro Mount Taranaki, que já foi desencalhado, deverá mudar com a situação dos ventos no norte da Lagoa dos Patos (CP, 5/11). O navio com bandeira de Hong Kong, estava encalhado no canal de Itapuã, na entrada do Guaíba, desde a semana passada e foi removido com o auxílio de rebocadores. O encalhe foi motivado pela falta de dragagem do Guaíba e pelas sucessivas enchentes que agravaram a situação. A embarcação, que está em área segura, de fundeio, poderá seguir viagem a Porto Alegre com a mudança dos ventos. Vejam só os problemas que causam a falta de dragagem e o assoreamento do Guaíba devido às chuvas.
Adalberto N. Gaspar, Porto Alegre, via e-mail

Desassoreamento

Notícia informa que “Navio encalhado no canal de Itapuã não tem previsão para ser retirado” (CP, 1°/11). Por isso a importância do desassoreamento dos rios. Se fizessem isso, as enchentes não teriam causado grandes danos no Rio Grande do Sul. No período do verão, chove bem menos no Estado. Há que se levar em conta que a dragagem dos rios não é feita há décadas. O PT entrava na Justiça para impedir a dragagem e sempre vencia.
Lúcio Machado Borges, Porto Alegre, via e-mail

Turismo e idioma

Não compreendo por que tantos belos investimentos imobiliários, residenciais, comerciais, novos lugares urbanos, públicos ou privados, não são denominados em nosso idioma. Sua valorização depende do charme do idioma estrangeiro? Quem lê, sabe que nosso vocabulário é riquíssimo. Na Europa e nos Estados Unidos, a preferência do nome dos lugares é no idioma do país. Imagine-se em São Francisco na Califórnia fotografar o Portão Dourado (Golden Gate) ou trazer uma lembrancinha de Paris da loja de departamentos A Primavera (Le Printemps)! Turista estrangeiro no Brasil como reagiria ao ver um lindo panorama nosso com nome em outro idioma? E também aconselharia que todos avisos nos lugares públicos passassem por validação de profissional do idioma português no Brasil para que fossem minimizados os erros ortográficos e gramaticais cometidos.
Alice Maciel, Porto Alegre, via e-mail