Editorial

Ação contra fraudes digitais

Vem em boa hora a aliança entre o Ministério da Justiça e a Febraban com o intuito de combater uma série de fraudes digitais que vêm sendo cometidas contra o patrimônio de consumidores em todo o país, causando prejuízos de monta.

Está cada vez mais comum no cotidiano dos brasileiros o recebimento de mensagens, no mais das vezes por telefone, informando sobre uma suposta compra ou agendado pagamento do cliente no seu banco, com o objetivo de levá-lo a informar seus dados e repassar valores para os estelionatários. As tais centrais telefônicas parecem muito assemelhadas às centrais de atendimento de bancos e de empresas e, com isso, conseguem ludibriar as vítimas, obtendo êxito em seu intento criminoso. A esse tipo de delito, juntam-se outros, como o da busca de dados pessoais por meio de e-mails duvidosos, o do falso empréstimo usando os documentos de terceiros e até mesmo o ardil do falso bilhete premiado, golpe antigo que, muitas vezes, remodelado, persiste até os dias de hoje.

Esse problema das fraudes contra consumidores cresceu tanto no cotidiano que acabou sendo denominado de “epidemia” pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. Isso também está se tornando uma demanda coletiva que chama a atenção das autoridades e do setor privado. Para fazer frente a essa onda de achaques, o Ministério da Justiça e a Febraban estão lançando uma ação conjunta contra tais ilícitos, visando a criar frentes de atuação para prevenir e reprimir os crimes cibernéticos. A iniciativa, denominada Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais, conta com o apoio de outros segmentos econômicos, como o setor financeiro, a indústria de pagamentos, a indústria de tecnologia, de telefonia e o varejo. Um levantamento do MJ indica que as práticas delituosas mais comuns são a clonagem ou a troca de cartões bancários (44%), golpe da falsa central de cartões (32%) e pedidos de dinheiro por suposto conhecido no WhatsApp (31%).

Essa medida vem em boa hora porque a população está muito vulnerável a essas condutas dos meliantes. Fazer boas investigações e punir os responsáveis pode ajudar a devolver uma certa tranquilidade para todos os consumidores no dia a dia do país, além de fornecer a eles a segurança necessária em suas práticas comerciais.