Não há como ter uma vida digna sem que haja condições para que necessidades básicas sejam satisfeitas, como educação, saúde, saneamento, entre outras. Nesse rol, também se insere o direito à alimentação, que é vital para que as pessoas possam se desenvolver plenamente. Uma pessoa subnutrida, por exemplo, fica sujeita a doenças e a danos físicos e psicológicos que podem ser irreversíveis. Para tratar desta questão relevante, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 16 de outubro como o Dia Mundial da Alimentação. O tema, no âmbito da entidade, é afeito à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), agência vinculada a este item, assim como, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata das questões de saúde.
No Brasil, segundo um levantamento da FAO, 39,7 milhões de brasileiros estão à mercê da insegurança alimentar. Desse montante, 14,3 milhões estão num estado severo de carência alimentar e 8,4 milhões não têm o que comer. Apesar de ter havido uma diminuição no percentual de brasileiros na condição dos famélicos, o número ainda impressiona, sendo maior que a população de muitos países da América do Sul, como o Uruguai, por exemplo. No mundo, são 3,1 bilhões de pessoas nessa situação.
Esse cenário mostra a importância da elaboração de políticas públicas que sejam capazes de criar as ferramentas para a geração de emprego e de renda, de capacitação da mão de obra, de efetivação de programas sociais que consigam, no curto prazo, levar comida para a mesa das famílias carentes. O país é um celeiro mundial no fornecimento de alimentos e não se pode aceitar que haja uma parcela expressiva do seu povo passando dificuldades para suprir sua subsistência básica. A responsabilidade dos entes federados, da sociedade civil e da iniciativa privada precisa ser assumida para que os índices de desenvolvimento humano no território nacional estejam em proporção com a grande economia que temos no cenário global.