A ciência vive um momento sensível no país, podendo considerá-lo de transição após um recuo acentuado em investimentos. O ano de 2025 se vislumbra como promissor, mas só se saberá se será exitoso quando se puder fazer um balanço das realizações nesta área de tanta importância para o desenvolvimento do país, que precisa andar lado a lado com incrementos em tecnologia e em inovação. Todavia, para que, ao fim e ao cabo, se possam constar realizações aptas a impulsionar o crescimento nacional, entre outros itens, ter-se-á que considerar o volume de investimentos, o aumento nas pesquisas, a retenção de cientistas, o financiamento de cursos universitários, notadamente os de pós-graduação, entre outros pontos relevantes.
Em relação às variáveis que precisam melhorar, é necessário ter políticas para manter nossos pesquisadores em território nacional, produzindo para fomentar nosso crescimento como nação, que tem desafios estratégicos nos mais diversos setores econômicos, incluindo nosso parque fabril, armazenamento e logística, bem como em ferramentas digitais. Os aportes para dar suporte a essas medidas precisam necessariamente constar no orçamento e não podem ser vistos como despesa, mas sim como operações de futuro rendimento para todos, num jogo de ganha-ganha. Outrossim, cabe criar uma rede de ensino, desde os cursos técnicos até a universidade, com prioridade para o ensino de ciências exatas, buscando atrair interessados nesses conteúdos que podem fazer girar a roda da ciência em favor da coletividade no curto, médio e longo prazos. Outro aspecto a ser melhorado diz respeito ao registro de patentes que possam dar ao país autonomia científica. Infelizmente, esses números não têm sido promissores nos últimos anos.
Dessa forma, fica evidente que a melhoria do panorama científico depende em muito dos governantes, da iniciativa privada e das instituições de ensino. É preciso um grande mutirão para que o Brasil possa ocupar um lugar de destaque entre os países que produzem seu próprio cabedal de conhecimentos para alavancar sua produtividade e melhorar os seus indicadores socioeconômicos.