Neste 22 de abril, assinala-se uma das datas comemorativas mais relevantes para a história do país. Nesse mesmo dia, no ano de 1500, a frota portuguesa chegava a estas terras tão distantes de seu país de origem, capitaneada por Pedro Álvares Cabral, o navegador que haveria de entrar para o rol dos personagens mais relevantes na galeria dos nossos desbravadores. Sua aventura é da mesma cepa daquela empreendida por Vasco da Gama na busca de uma rota que lhe garantisse chegar à Índia, feitos que foram narrados em versos por Luis Vaz de Camões em “Os Lusíadas”, publicado na segunda metade do século XVI. Já a saga de Cabral seria contada em prosa, pelo cronista Pero Vaz de Caminha, num documento que é conhecido como o registro da gênese do Brasil.
Essa efeméride marca o início da constituição de uma nação que viria a ser singular no planeta, com origem lusitana, mas com os braços abertos para todos os povos e etnias. Formado por uma população ordeira e trabalhadora, o país viria a se constituir numa das maiores economias do mundo, caracterizado por um imenso território, que a coroa portuguesa conseguiu manter sem fragmentação. Muito disso se deve à coesão social proporcionada pelo idioma português, que tem cerca de 280 milhões de falantes, sendo que o montante de brasileiros nessa fatia está em torno de 200 milhões, fazendo com que a língua camoniana seja a oitava mais falada no cenário mundial. O país é um polo de produção de alimentos na esfera global e vai agregando valor aos seus produtos, destacando-se em diversas áreas, com pesquisas em tecnologia, saúde, indústria, agronegócio, além de ter um complexo turístico com atrações culturais e naturais que geram recursos e divisas. Seu mercado varejista, por seu grande contingente populacional, também se mostra com enorme potencial.
Ao longo de sua trajetória, o Brasil se mostrou uma nação voltada para a solidariedade e para a promoção da paz. Tornou-se uma referência na temática ambiental e na defesa de pautas de inclusão de segmentos vulneráveis e de países em desenvolvimento. O sentimento de nacionalidade perpassa toda esta coletividade, que traz na sua origem a ousadia daqueles que atravessaram oceanos para incorporar novas terras ao reino dos soberanos, os quais ampliaram seus domínios para vastidões nunca antes conhecidas.