Editorial

As empresas brasileiras, tanto no mercado interno quanto no comércio global, precisam aumentar sua competitividade e agregar valor à sua produção. O Brasil, que vem de um período geral de queda nos seus índices de industrialização desde os anos 80, com pequenos saltos para cima ou para baixo, quando analisados os indicadores pontuais, precisa formar mão de obra especializada que possa atuar em áreas estratégicas, como infraestrutura, ciência e tecnologia, como forma de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da nação. Esse processo, além dos benefícios diretos para a geração de divisas, também funciona satisfatoriamente para distribuir renda.

Nesse sentido, vem em boa hora a informação de que o ensino profissionalizante no país teve um incremento de mais de 68% em cinco anos. Os dados são do Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que mostra a evolução no número de matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT). O montante de matrículas era de 1.892.458 matrículas totais em 2021, passando para a marca de 3.187.976 alunos em 2025. A aceleração se deu, de forma mais enfática, a partir de 2023. De acordo com o Ministério da Educação, há uma disposição do órgão em trabalhar políticas públicas que tornem o ensino médio mais atrativo e totalmente integrado com as necessidades do mercado de trabalho. Com as transformações no espaço laboral, em que uma série de ofícios vai sendo extinta e novas habilidades vão sendo demandadas, preparar os candidatos para essa realidade que exige inovação e novos procedimentos é algo imperioso a ser feito. Além de determinados requisitos essenciais, como boa convivência no coletivo, o domínio de conhecimentos técnicos se faz essencial e imprescindível.

Como uma das maiores economias do planeta, o Brasil tem necessidade de contar com trabalhadores especializados em seu mister. Essa é uma premissa inarredável diante de um panorama mundial em que apresentar bons produtos e bons serviços é questão de sobrevivência e de ponte para o tão visado crescimento econômico.