Editorial

A insegurança alimentar como parte das adversidades dos povos

Os conflitos no mundo são agravados pelas guerras, o que leva a diversos flagelos.

O mundo já seria naturalmente conflitado, ainda que não houvesse guerras de monta, como se veem nos dias de hoje. Esse panorama de desequilíbrios já estaria fartamente ilustrado por tragédias climáticas, concentração de renda e meio ambiente degradado, para ficar em alguns vetores que constituem fonte de adversidades para as populações mundiais. E aí, quando se tenta equacionar algumas questões cruciais, outras surgem para tornar ainda mais difícil o cotidiano das pessoas, notadamente nos países mais pobres do planeta, por conta das beligerâncias entre as nações.

Nesse contexto, avultam alguns itens que dizem respeito a um grau extremo de dificuldade para sobreviver. Um deles é a insegurança alimentar, com a inflação corroendo a renda das famílias e o desemprego batendo em suas portas. Como se sabe, o acesso aos alimentos é fundamental para o bem-estar dos seres humanos, desde a mais tenra idade até as fases derradeiras de sua existência. Com uma boa nutrição, é possível resistir a doenças e prolongar a saúde no dia a dia. É muito importante propiciar aos organismos as substâncias de que eles precisam para funcionar regularmente, o que também se traduz em uma consonância afinada com o estado mental. Dessa forma, tem-se a expressão máxima do aforismo que prega “mente sã em corpo são”. Para tanto, é muito importante que haja políticas públicas eficazes para implementar uma boa logística de produção e de distribuição de alimentos, bem como programas e projetos que visem contemplar os segmentos mais desfavorecidos por terem menor poder aquisitivo. Evidentemente, essas tarefas serão perfeitamente viáveis se cumpridas dentro de um ambiente de paz social. Quando temos países com conflitos armados, nem mesmo os imprescindíveis comboios humanitários dão conta das demandas.

O Brasil tem uma tradição de viés pacifista. A par disso, é um grande produtor de gêneros alimentícios. Suas razões para atuar pelo arrefecimento dos ânimos na esfera internacional são redobradas. Os povos precisam de pacificação e de alimentos sobre a mesa diariamente.