Em meio a um período democrático que já se consolida como o mais longo da história do país, a vontade popular vem se impondo e sendo respeitada nas eleições periódicas para os mais diversos cargos eletivos, como presidente, governador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador. Votamos até mesmo para escolher os conselheiros dos conselhos tutelares que vão proteger crianças e adolescentes. Nunca nossa democracia esteve tão legitimada pela participação da maioria nos processos de escolha daqueles que têm a responsabilidade de conduzir os destinos da nação.
Não obstante esses avanços que colocam o Brasil no centro da transparência a partir do emprego das urnas eletrônicas, ainda existe muita desinformação e até mesmo boatos sem nenhum tipo de fundamento sobre eventuais vulnerabilidades dos equipamentos. Os propagadores dessas afirmações insensatas desconsideram que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive com a ratificação do colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF), fornece o código-fonte dos aparelhos de recepção de votos, que são totalmente auditáveis. Vários partidos e instituições, e também observadores internacionais, são convidados periodicamente para acompanhar o processo de funcionamento e até mesmo apontar inconsistências. Entretanto, desde que os atuais procedimentos foram implementados, em 1996, nunca se teve qualquer comprovação de irregularidade, qualquer que seja. Ao contrário, o que se vê é uma forma célere e segura de realizar a contagem dos votos. O TSE, com toda a sua credibilidade auferida ao longo dos anos como uma instância superior de uma justiça especializada, já confirmou reiteradas vezes que o maquinário utilizado é transparente, seguro e auditável.
Recentemente, em um evento público, o ministro Kassio Nunes Marques, que preside a corte eleitoral, foi enfático: “Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria”. Sua Excelência ratificou aquilo que já se sabe sobre nossos mecanismos eleitorais. Lançar dúvidas sobre o sistema pode até parecer legítimo, mas não tem nenhum viés científico comprovado.