Neste oito de junho, transcorrem simultaneamente duas efemérides distintas e, ao mesmo tempo, profundamente associadas entre si. Trata-se do Dia do Oceanógrafo e do Dia Mundial dos Oceanos, o World Ocean Day. No primeiro caso, trata-se de prestar uma homenagem ao profissional que trabalha com os cursos de água, tanto internos como marinhos, e, no segundo, de chamar a atenção para esses ricos ecossistemas configurados nos oceanos espalhados pelo globo terrestre: Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Antártico e Glacial Ártico.
Os oceanógrafos têm seu labor voltado para identificar o panorama da vida marinha, seus recursos, riscos, como no caso do aquecimento global, e preservação, além das alterações que vão sendo processadas nesses complexos na relação com áreas habitadas, tanto as próximas quanto as longínquas. Como se sabe, cada vez mais os resíduos gerados nas cidades vão se deslocando para os mares e atingindo as espécies marítimas, como, por exemplo, no caso das partículas de plásticos que vão sendo engolidas pelas tartarugas ou mesmo de vasilhames que acabam prendendo peixes e assemelhados. Eles também atuam sobre as zonas costeiras em geral, lagos e rios, analisando o impacto da relação com o deslocamento dessas águas que afluem para os espaços oceânicos. Podem ainda ser estratégicos para definir medidas de enfrentamento a inundações que tantos prejuízos têm causado à população, como ocorreu no Rio Grande do Sul, que vivenciou a maior tragédia climática da sua história. O desassoreamento dos rios, por exemplo, é um tipo de medida que pode contar com a assessoria destes profissionais tão importantes e necessários em programas voltados à defesa do meio ambiente.
Como organismo vivo que é, a Terra não pode prescindir de ter respeitados todos os seus itens vitais, o que, na verdade, é mais um desfrute dos seus habitantes do que para ela mesma. É o que ocorre com o ar e com a água que bebemos, que precisam ser puros e estremes de impurezas. O nível de degradação precisa ser contido com celeridade e, nesse sentido, alertas como o deste oito de junho podem ajudar a reencetar um novo rumo na relação com o planeta.