O Brasil tem atualmente um contingente de jovens em torno de 50 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, o que representa 15,3% da população brasileira, um percentual que já foi de aproximadamente 25% em décadas anteriores. Não obstante isso, continua a ser um montante superior às populações de muitos países, a exemplo da Espanha, com pouco mais de 48 milhões, e de quase cinco vezes o número de habitantes de Portugal. Somente esses dados já são suficientes para evidenciar a importância desse segmento no cotidiano do país.
Diante desses indicadores, exsurge o desafio de fazer com que essa parcela se envolva com a vida pública nacional. Sim, eles precisam ressignificar a palavra política e entendê-la em seu sentido originário, que envolve a participação nas pólis gregas, agindo como cidadãos e tomando as decisões em prol do bem comum. É disso que precisamos, dos jovens atuando com seu idealismo para melhorar a sociedade em que vivem. Com suas ideias arejadas, seu desprendimento e sua contribuição, podem trazer suas pautas para os diversos fóruns de decisão, como no caso do parlamento e de outras instâncias, a fim de melhorar a representatividade dessas esferas dos entes federados. Cabe aos jovens trazerem a diversidade de vozes para serem escutadas com suas demandas, desde as áreas urbanas até as rurais. Eles podem incluir com propriedade debates sobre educação, saúde, meio ambiente, empreendedorismo, mobilidade urbana, inclusão digital e geração de emprego e de renda, temas que dizem respeito diretamente ao dia a dia dessa faixa etária, que ainda está, em muitos aspectos, em processo de conformação da sua vida produtiva, com cidadania.
A busca de atrair mais a juventude para fóruns e ações estratégicas na condução da política brasileira tem tido vários impulsos, como o da justiça eleitoral ao promover campanhas de alistamento. Esse processo é imprescindível para que a atual e as futuras gerações de jovens se coordenem para estabelecer justiça social num país que possam chamar de seu sem que isso soe como irreal.