Editorial

A relevância do lazer no cotidiano

Há que se fixar bem que arte e lazer não constituem bens prescindíveis. Ao contrário, são deveras importantes para que possamos avançar em transformações sociais. Como em inclusão social e na melhoria da autoestima dos envolvidos.

No artigo 6º da Constituição federal, está expressa uma série de direitos dos cidadãos, os quais são essenciais para que se observem os princípios da dignidade humana. Entre eles, estão educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados. Note-se que o lazer está incluído como um direito fundamental e pode ser arrolado ao lado da arte como um item importante para que as pessoas exerçam sua cidadania, abrangendo todas as áreas da cidade, inclusive as periferias, geralmente menos contempladas por políticas públicas.

Há que se fixar bem que arte e lazer não constituem bens prescindíveis. Ao contrário, são deveras importantes para que possamos avançar em transformações sociais. Incentivá-las abre um caminho para se promover a inclusão, autoestima, educação e oportunidades reais para jovens e adultos que, muitas vezes, encontram-se em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Além de representar uma possibilidade de ascensão social por meio da atividade artística, a arte soma-se ao lazer para propiciar uma melhoria da autoestima dos envolvidos, que podem descobrir seu potencial e, assim, prospectar novas formas de contribuir com as comunidades onde vivem. Estimativas recentes dão conta de que a indústria do lazer movimenta cerca de R$ 1 trilhão no país, como ocorreu em 2024. Trata-se de um jogo de ganha-ganha, pois, ao mesmo tempo em que abre um espaço de atividade que gera emprego e renda, também cria os eventos e iniciativas que levam cultura e entretenimento para uma grande massa da população, dentre as quais os trabalhadores, que precisam desfrutar desses espetáculos para repor sua energia no cotidiano.

Diante dessa essencialidade, é de bom tom que tanto os governos como a iniciativa privada possam incentivar a população procurar momentos de descontração para aliviar a carga no dia a dia. A par com o esporte, no binômio mente sã em corpo sadio, o lazer pode fazer a diferença para que tenhamos um contingente de pessoas mais felizes e saudáveis.