Um tema bastante importante para quem convive em sociedade é ensejar a preservação da memória coletiva. Isso se faz pela literatura, cinema, arquitetura, documentos e por muitas outras formas de arte e de cultura. O grau de civilidade de uma urbe pode ser medido pela conservação dos equipamentos e outros itens históricos nos seus espaços. Isso também pode ser estendido para o patrimônio público em geral, como no caso de bens colocados à disposição da população, a exemplo escolas e de outros complexos culturais.
No Rio Grande do Sul e na Capital, frequentemente temos notícias de pichações e depredações de itens públicos e até mesmo de coisas pertencentes a particulares, como imóveis e prédios de condomínios. Seguidamente, tanto a prefeitura da Capital como o governo do Estado precisam despender recursos para recuperar aquilo que foi vandalizado por indivíduos antissociais, com condutas ilícitas e reprováveis. Isso acontece também em muitos outros municípios do Interior e demanda uma ação urgente das autoridades. Não raro, essa degradação se dá por motivo de força maior, como ocorreu nas enchentes de maio de 2024. Vários acervos foram avariados, como é o caso do material artístico pertencente ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, vinculado ao governo do Estado. As águas invadiram o prédio e atingiram diversos materiais de valor inestimável. Os danos foram severos para arquivos, museus e bibliotecas, ensejando a formação de grupos de trabalho para restauração e a busca de verbas particulares e do erário para financiar as atividades.
Esse panorama indica que esse labor em prol da recuperação do nosso complexo histórico não pode parar, seja enfrentando os delinquentes que não respeitam o que é de todos, seja recompondo aquilo que foi alvo das inundações. A educação, o turismo, a cultura dependem de podermos desfrutar de peças únicas que nos chegaram como legado e cujo acesso a elas precisa ser garantido tanto para a atual como para as futuras gerações.