Conviver em sociedade implica um aprendizado constante para que as relações interpessoais sejam baseadas na honestidade, na afabilidade e na empatia, entre outras virtudes que podem contribuir para essa meta do bom convívio, capaz de gerar ganhos para todos. Nesse sentido, a sabedoria popular tem um grande papel a cumprir e alguns ditados espelham a experiência acumulada desde nossos ancestrais, que, com sua mestria, continuam a nos orientar nos dias de hoje, constituindo esse legado um elo indissociável entre as atuais e as precedentes gerações. Um exemplo desse saber posto e reposto está nos ditos populares. São eles a melhor ilustração dessas orientações que nos vêm sendo repassada desde tempos imemoriais.
Recentemente, uma consultoria especializada fez uma pesquisa acerca de qual seria o dito popular mais citado pelos brasileiros e elencou uma série deles com alto teor de preferências. O escolhido foi “o barato sai caro”, uma assertiva que se encaixa perfeitamente dentro das relações de consumo e do que se conhece como educação financeira. Temos aqui o caso do consumidor que valoriza cada centavo do seu dinheiro e busca o melhor custo-benefício, algo meritório. Na sequência, vêm “a mentira tem perna curta”, que recomenda a sinceridade no cotidiano, “a esperança é a última que morre”, inserindo ânimo diante das adversidades, “antes tarde do que nunca”, evidenciando que, às vezes, é importante saber esperar. Igualmente foram bem votados “para bom entendedor, meia palavra basta”, realçando o valor da interpretação de mensagens, e “a pressa é inimiga da perfeição”, evidenciando que tudo deve ser feito com o maior zelo possível. A par disso, pelo menos nesse levantamento, pode-se constatar a ausência de alguns axiomas muito conhecidos entre nós, como “quem tudo quer, tudo perde”, condenando a ambição desmedida, ou “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, exaltando a paciência como uma virtude na busca de um objetivo.
Essas máximas que servem de norte para a vida de cada um de nós estão aí, disponíveis no cotidiano, sem qualquer ônus para quem queira incorporar seus ensinamentos e colher seus frutos. Parafraseando um axioma bastante conhecido no Sul, deve-se evitar deixar passar o cavalo encilhado porque não se sabe quando ele vai, e se vai, passar de novo. Não se pode perder a chance de aprender com os aforismos populares porque o tempo passa e a oportunidade também.