No atual nível de globalização e de interação entre as nações, não é possível imaginar que um país se isole ou se torne um excluído para os demais em foros fundamentais, como é o caso da Organização das Nações Unidas (ONU). Todavia, para integrar essas entidades, é necessário que cada integrante cumpra integralmente com as obrigações assumidas, no mais das vezes regulamentadas internamente pelo Poder Executivo ou pelo Congresso Nacional. Nesse rol, incluem-se os compromissos financeiros, que são necessários para manter estruturas funcionando, a exemplo de campanhas humanitárias para levar alimentos a áreas conflagradas ou para abrigar refugiados de guerra.
Dessa forma, vem em boa hora a informação de que o Brasil, finalmente, está adimplente com diversos organismos internacionais. Segundo o governo federal, através do Ministério do Planejamento e Orçamento, o país pagou R$ 1,9 bilhão de débitos no ano em curso. Em 2023, quitou cerca de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 2,4 bilhões foram dívidas de governos anteriores e R$ 1,6 bilhão relativo ao exercício do referido ano. Além de regularizar suas pendências com a própria ONU, foi possível adimplir com suas agências especializadas, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO); a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco); a Organização Mundial da Saúde (OMS); a Organização Internacional do Trabalho (OIT); a União Postal Universal (UPU); a Organização Mundial do Turismo (OMT); e a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).
Assim como acontece com o orçamento doméstico, em que é bom poder administrar a renda sem ser tachado de devedor, o país está em condições de se fazer ouvir em instâncias importantes. Isso é fundamental para promover o bem comum no planeta ou para combater organizações criminosas internacionais, assim como para ser propositivo em relação ao meio ambiente. A soberania se fortalece quando se cumprem os acordos globais.