Editorial

Alerta visual contra o vício do cigarro

O tabagismo está na base de um sem-número de enfermidades, podendo-se chegar a aproximadamente 50 delas. A campanha de prevenção da Anvisa é oportuna para desestimular os usuários desse vício tão danoso.

O vício do cigarro tem causado muitos danos à saúde das pessoas, muitas de forma de direta, ocasionando óbitos, outras de maneira indireta, enfraquecendo o organismo e abrindo caminho para a manifestação de doenças oportunistas. Essa chaga atinge grande parcela da população. Segundo um levantamento recente de uma consultoria especializada, 12,6% da população adulta do Brasil fuma regularmente. Isso representa 7 pontos percentuais menos que a média global, mas não deixa de ser muito significativo. O hábito de fumar é majoritário entre os homens brasileiros, 15,9%, em comparação com as mulheres brasileiras, 9,6%.

O tabagismo está na base de um sem-número de enfermidades, podendo-se chegar a aproximadamente 50 delas. No rol, temos doenças cardiovasculares, tais como a hipertensão, o infarto, a angina e o derrame, bem como câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga, além de doenças respiratórias obstrutivas, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. É por isso que a prevenção se torna um imperativo para as autoridades e para a sociedade civil, um trabalho que deve começar nas escolas e ganhar a coletividade, envolvendo desde os lares até as comunidades.

Nesse sentido de buscar antes prevenir do que remediar, vem em boa hora o anúncio de que a Anvisa vai trazer novos alertas em forma de imagens que serão veiculadas nas embalagens dos produtos de tabaco mostrando as consequências trágicas que a ingestão de substâncias como a nicotina pode causar no corpo humano. São imagens bastante ilustrativas que expõem casos de amputação ou até mesmo de órgãos deformados pelo consumo constante de substâncias nocivas. Campanhas que se valem do apelo visual são muito importantes porque vão além da teoria e das recomendações da ciência, permitindo ao usuário verificar algo que pode vir a acontecer com ele. É por isso que se torna imperioso convencê-lo a interromper um ciclo e um vício cujas consequências podem ser cada vez mais agravadas no dia a dia.