Nesta terça, o presidente Lula fez um chamado para que as demais nações integrantes do G20 tomem uma medida ousada: que fixem o compromisso de atingir a neutralidade ambiental uma década antes do previsto, que é atualmente para 2050. A neutralidade referida consiste em um país conseguir compensar toda a emissão de gases poluentes com iniciativas como sequestro de carbono. O G20 tem na sua composição África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana. Os integrantes do grupo respondem por cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e aproximadamente dois terços da população do planeta.
Em sua manifestação, o presidente prometeu que o país deve zerar o desmatamento até 2030 e ressaltou que sua matriz energética é formada basicamente por energias renováveis, como a hídrica e a eólica, além de ter um grande potencial para biomassa e hidrogênio verde. Também enfatizou que não se pode deixar de cumprir as metas, como ocorreu na Rio 92, o que acabou gerando consequências que hoje enfrentamos em relação às mudanças climáticas. E tudo se agrava porque a preservação pode ser o meio mais estratégico, uma vez que estudos apontam que a capacidade de regeneração dos recursos naturais está num limite crucial, praticamente sem volta. Dessa forma, a prevenção se tornou um imperativo no curto, médio e longo prazos.
As recentes tragédias que assolam as populações, a exemplo da Espanha e do Rio Grande do Sul, evidenciaram que as providências em favor do planeta não podem mais esperar. Contudo, elas só poderão ser exitosas se forem implementadas dentro do máximo consenso entre os países, principalmente os do G20. Dessa forma, a proposta do governo brasileiro se coaduna com a necessidade de agilizar todos os procedimentos em prol de um meio ambiente sustentável.