A desestruturação dos serviços básicos voltados à população é uma realidade em centenas de municípios do Estado e isso demanda investimentos imediatos por parte do Estado e do governo federal. São necessárias obras de infraestrutura, incentivos às economias locais, recursos para saneamento, verbas para reconstrução de escolas e de prédios públicos, créditos para reforma e edificação de novas moradias, entre outros itens. Nesse rol, é preciso atentar para o setor de saúde, tão essencial para o bem-estar da população no seu cotidiano.
Nesse sentido, é muito importante que haja disponibilização de valores para os tratamentos primário das comunidades dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). É por isso que vem em boa hora o anúncio do Ministério da Saúde da disponibilização de R$ 24,1 milhões a serem aplicados finalisticamente no atendimento direto aos pacientes em 52 municípios gaúchos atingidos pelas cheias. Segundo o órgão, o aporte será de caráter excepcional e em parcela única. Outrossim, o MS também informou que irá credenciar equipes de saúde para os municípios, garantindo os repasses necessários para o custeio de equipes multiprofissionais e de atenção básica na região. A portaria prevê R$ 50,9 milhões para mitigar os efeitos da tragédia e reestruturar a rede assistencial no estado. No total, serão R$ 75 milhões aportados diretamente em prol da almejada normalização da assistência médica aos moradores das cidades beneficiadas. Segundo nota da pasta, “o recurso permitirá que as cidades efetivem o credenciamento de equipes e profissionais de saúde da família, saúde bucal, equipes multiprofissionais e agentes comunitários de saúde para reforçar a atenção primária na região”.
Esse direcionamento financeiro para atividades que contemplem quem busca prevenção contra enfermidades próprias das enchentes, como a leptospirose, ou da estação mais rigorosa do ano, o inverno, é fundamental e premente. Tal suporte é imprescindível e precisa ser constante e efetivo.