Editorial

Apreensão preventiva

Foi visando combater essa ousadia que a Polícia Civil gaúcha atuou fortemente para desarticular um esquema criminoso que estava de posse de uniformes de agrupamentos policiais especiais na Região Metropolitana.

A credibilidade das forças policiais precisa se manter intacta para que a população possa confiar quando as vê em movimento realizando seu trabalho de prevenção e de repressão. Para tanto, a visibilidade é um item importante que não pode ser descartado nesse contato, até mesmo porque existe a presunção de que uma ordem das autoridades não pode ser descumprida. Todavia, atualmente, não raro, as organizações criminosas buscam se apossar dessa imagem para o cometimento de delitos, que, aliás, costumam ser muito graves em face dessa possibilidade de parecerem fazer parte da estrutura da segurança pública.

Foi visando combater essa ousadia que a Polícia Civil gaúcha atuou fortemente para desarticular um esquema criminoso que estava de posse de uniformes de agrupamentos policiais especiais na Região Metropolitana. A operação esteve a cargo da 3 Delegacia de Polícia de Canoas e foi conduzida pela Delegada Luciane Bertoletti. Num depósito localizado em Novo Hamburgo, foi encontrado um típico arsenal, com drogas, carregadores com munição de calibre restrito (9mm), balanças de precisão, celulares, entre outros itens. Todavia, o que chamou a atenção da equipe de investigação foi uma expressiva quantidade de equipamentos e de uniformes de uso exclusivo de forças-tarefas especializadas, como gandolas, calças, balaclavas e coletes, indicando claramente que os delinquentes estavam se preparando para a prática de crimes violentos e que demandam sofisticação. Neste caso, mais uma vez se mostrou decisivo o emprego da inteligência no labor investigativo para se antecipar aos criminosos e assim impedir suas condutas ilícitas.

Este tipo de situação encerra um perigo concreto para a coletividade. Por isso, é relevante contar com as denúncias da coletividade por meio dos canais disponibilizados pelas instituições para coletar informações que possam ajudar na neutralização desses grupos de alta periculosidade. A boa informação é essencial para que se aja para diminuir as ocorrências que coloquem em xeque a tranquilidade social.