A sociedade está em constante transformação e suas demandas também vão sofrendo gradativas alterações. As mudanças tecnológicas modificam de forma substancial nosso cotidiano, impondo novos desafios que precisam ser enfrentados com uma mentalidade que busque ressignificar nossas vivências à luz de novas concepções e de novas descobertas, inclusive alterando determinados juízos que não são mais válidos nos dias de hoje.
Em sendo assim, fazem-se necessários novos aprendizados com o condão de nos inserir num contexto bastante complexo e de diversas variáveis. Em apertada síntese, podemos citar a educação financeira, tão necessária para que os brasileiros possam defender seu poder de compra, tendo a capacidade de analisar onerosidades nas operações de crédito e comprometimento da sua renda. Ter noção dos juros embutidos é algo crucial para fugir de um endividamento danoso e, por vezes, sem volta. Não podemos também esquecer a educação para o consumo, que envolve saber diferenciar ofertas de produtos e mesmo sua composição, consumindo de maneira responsável para consigo mesmo e com a coletividade. Urge lembrar a educação ambiental, que ressalta condutas responsáveis dos cidadãos, como não descartar lixo de forma irregular, entupindo bocas de lobo e lançando substâncias que irão degradar o meio ambiente, a exemplo do óleo de cozinha, capaz de contaminar o solo, a água e a atmosfera. Nesse mesmo patamar de importância está a educação inclusiva, que deve se disseminar a partir das escolas para atingir todos os espaços, privados e públicos, semeando a tolerância e combatendo os preconceitos de diversos matizes. Podemos acrescer ainda a educação contra a violência doméstica, descartando de vez a máxima de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, o que leva a uma omissão que favorece agressores contumazes.
Essas e outras formas de educação são imperiosas e necessárias para que venhamos a ter uma efetiva paz social. Impulsioná-las é um dever de todos e um direito dos segmentos mais vulneráveis.