Editorial

Boas perspectivas para o segmento turístico do RS e do país

A resposta do setor de turismo costuma ser rápida em relação aos investimentos realizados.

Se há um setor da economia que dá um retorno imediato e com investimentos proporcionalmente menores, esse bem que pode ser o turismo, um segmento que contribui de forma decisiva para a cadeia de circulação de riquezas, gerando emprego e renda com efetividade e fomentando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país e do Estado. Esse PIB fica em cerca de 8% do PIB nacional e em aproximadamente 6% do PIB gaúcho, com tendência de alta em 2026. Isso é uma constatação muito positiva, uma vez que se dá num contexto de retomada consistente após pandemia e enchentes de 2024, com crescimento contínuo de visitantes internacionais e incremento dos deslocamentos internos.

Nesse cenário promissor, é muito importante a informação de que os gastos de turistas estrangeiros no território nacional totalizaram R$ 25 bilhões em cinco meses. Segundo o Ministério do Turismo, o valor é 11% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os gastos somaram R$ 22,6 bilhões. Isso se deve ao fato de que houve uma entrada de quase cinco milhões de visitantes de janeiro a maio. Esses dados não surpreendem, uma vez que o Brasil é um país cheio de atrativos naturais e culturais, o que também é válido no tocante ao Rio Grande do Sul. Neste caso, temos regiões variadas, com grandes atrações e eventos, como a Serra Gaúcha, com suas vinícolas, turismo de inverno, Gramado e Canela; o Litoral Norte, com suas praias e o ecoturismo; as Missões Jesuíticas, reconhecidas como patrimônio histórico-cultural da humanidade; e a Capital, com fóruns e iniciativas diversas, bem como a gastronomia e uma intensa vida noturna. A mesma gama variada de opções vale para os outros estados e regiões nacionais, com uma diversidade de destinos, como Amazônia, Pantanal, praias do Nordeste, centros urbanos como Rio e São Paulo, além de um calendário com opções muito diversificadas, como Carnaval, festas juninas, música e gastronomia.

Diante desse panorama, cabe continuar investindo na indústria turística para continuar sendo um polo atrativo para viajantes estrangeiros, que geram receitas para o erário e ativam o comércio. Nessa esteira, é desejável que haja meios de incentivar para que os brasileiros viajem mais e conheçam melhor sua nação. Isso também faz parte do exercício de sua cidadania.