Editorial

Campanha mundial de amamentação

A amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a plena saúde ao longo de toda a infância de uma criança. O leite materno é o alimento ideal para bebês, pois é seguro, limpo e contém anticorpos que ajudam a proteger contra diversas doenças infantis comuns. Fornece a energia e os nutrientes que um bebê precisa nos primeiros meses de vida até a segunda metade do segundo ano. O destaque é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que promovem, nos primeiros sete dias de agosto a campanha mundial de amamentação “Leite materno é o alimento ideal para bebês”. Com o tema “Fechando a lacuna: apoio à amamentação para todas”, a proposta é debater políticas que valorizem a mulher e a amamentação e os sistemas de saúde favoráveis ao aleitamento materno pelo direito de amamentar a qualquer hora e em qualquer lugar.

As entidades reforçam que crianças amamentadas têm melhor desempenho em testes de inteligência, menos probabilidade de apresentar excesso de peso ou obesidade e são menos propensas a diabetes quando adultos. A mulheres que amamentam têm risco reduzido de câncer de mama e de ovário, instrui a OMS que alerta para a comercialização inadequada de substitutos ao leite materno que continua a minar os esforços para melhorar a duração da amamentação.

O Brasil, que participa também desta campanha, quer chegar a 70% de aleitamento materno exclusivo até 2030. Em 1986, o percentual no país era de apenas 3% e em 2021 indicam que a prevalência de aleitamento era de 45%, ainda baixo em relação às últimas décadas. A expectativa do governo, segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, é que esse índice chegue a 70%. O ministério também pretende instalar salas de amamentação em Unidades Básicas de Saúde, as UBS, em todo o país. Precisamos, sem dúvida alguma, dar melhores condições para proteger os bebês e suas mães e estimular os homens a aderirem à licença paternidade, pois muitos ainda não sabem que têm esse direito.