Editorial

Campanhas mensais bem-sucedidas

Algumas iniciativas do Ministério da Saúde são esquecidas ao longo do tempo e outras ficam mais conhecidas, como no caso das campanhas mensais sobre a saúde da coletividade, a exemplo do Outubro Rosa e do Novembro Azul.

Há muitas iniciativas do poder público que podem ou não cair na satisfação popular. Algumas são esquecidas ao longo do tempo, como a campanha contra o racismo, que chegou a ser anunciada pelo Ministério da Saúde em 2016, e outras se tornam muito conhecidas, como é o caso das campanhas mensais sobre a saúde da coletividade, na qual se atribuem cores aos meses para promover o alerta e o chamado para a prevenção e tratamento de diversas doenças. Muitas delas acabaram por ficarem extremamente conhecidas, a exemplo do Outubro Rosa, que trata sobre o câncer de mama, e o Novembro Azul, voltado para o câncer de próstata.

Os demais meses são o Janeiro Branco, sobre saúde mental; Janeiro Roxo, sobre a hanseníase; Fevereiro Laranja, sobre a leucemia; Março Azul Escuro, sobre o câncer colorretal; Abril Azul, sobre o autismo; Maio Roxo, Maio amarelo e Maio Vermelho, sobre doenças inflamatórias intestinais, acidentes de trânsito e hepatite, respectivamente; Junho Laranja e Junho Vermelho, sobre anemia e doação de sangue, respectivamente; Julho Amarelo, sobre câncer ósseo e hepatites virais; Agosto Dourado, sobre aleitamento materno; Setembro Vermelho, Setembro Amarelo e Setembro Verde, sobre doenças do coração, prevenção ao suicídio e doenças do coração aliadas à prevenção do câncer no intestino respectivamente; os referidos Outubro Rosa e o Novembro Azul; e o Dezembro Laranja, com o combate ao câncer de Pele, concomitante ao Dezembro Vermelho, que se debruça sobre a Aids.

Todas essas iniciativas são meritórias e devem ser incentivadas pelos órgãos públicos e pela sociedade civil, inclusive pela iniciativa privada, que pode divulgar informações relevantes para seus colaboradores. No mês em curso, o foco está no câncer nas células do sangue. O tempo é um fator essencial para se conseguir um bom resultado na luta contra uma enfermidade tão danosa à estrutura física e psíquica dos acometidos por ela. A celeridade faz parte da busca pela cura.