Para que a indústria nacional volte a cumprir o papel destacado que já teve em nossa economia, é muito importante que ela disponha de mão de obra compatível e especializada para suprir uma demanda produtiva que decorre de sua projetada expansão. De acordo com uma previsão da Confederação Nacional da Indústria, o setor se insere numa expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4% para 3,4% em 2024. Com isso, haverá vagas de trabalho que estão sendo estimadas na escala dos milhões pela entidade. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, o país vai precisar formar mais 2,2 milhões de novos profissionais e requalificar 11,8 milhões que já estão no mercado entre 2025 e 2027 para ofertar mão de obra para a indústria nos próximos três anos, somando 14 milhões de trabalhadores ao todo. Entre as áreas e profissões que mais apresentam déficit de qualificação estão logística e transporte, construção, operação industrial, manutenção e reparação e metalmecânica.
O Brasil precisa ativar um ciclo virtuoso no seu mercado interno e, para tanto, necessita que haja um grande montante de brasileiros com emprego e auferindo renda. Trata-se de uma retroalimentação positiva, pois essas pessoas irão consumir nos seus bairros e cidades e essas aquisições constantes de bens e de produtos vão ativar o varejo que, por sua vez, vai movimentar a indústria, a qual poderá demandar seus fornecedores de matérias-primas, gerando uma cadeia que se transforma num jogo de ganha-ganha para todos. Nesse sentido, num tempo de expansão de novas tecnologias, é preciso que as empresas se envolvam com o aprendizado de seus trabalhadores, fomentando a oportunidade para que eles adquiram novas habilidades e se insiram com êxito no cotidiano da sua linha de produção.
Nesse processo de capacitação laboral, a contribuição decisiva que pode advir do Sistema S, que tem expertise histórica nesse sentido, é fundamental. O desenvolvimento a que todos almejamos, no qual a indústria é estratégica, só virá com a união de forças em prol do crescimento socioeconômico.