Nesta época do ano, muitas vidas costumam ser perdidas por conta da imprudência, principalmente de jovens que buscam se refrescar diante das altas temperaturas, sendo então vítimas de afogamento. Nesta temporada, já são dezenas de mortes em áreas não monitoradas, o que demonstra que é necessário ativar campanhas de esclarecimentos e de prevenção para que as pessoas continuem vivas após passar este período do ano, que deveria ser apenas de alegria e de congraçamento.
Em geral, essas perdas irreparáveis se dão em lugares que não têm guarda-vidas nem qualquer infraestrutura como local de banho, ocorrendo frequentemente em rios, mares, açudes, córregos e assemelhados no RS. Alguns são surpreendidos por correntezas, outros têm males súbitos, bem como pode haver casos de cãibra e também de imperícia, de pessoas que não sabem nadar e, frequentemente, descobrem isso em momentos inesperados. A esse quadro, também se somam casos de entorpecimento da razão pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas, que fazem com que a vítima perca seu controle mental, seu raciocínio e sua destreza corporal, tornando-se impotente para lidar com uma situação adversa e colocando sua integridade física e psicológica em risco, muitas vezes vindo a óbito por conta de um momento de uma ação infeliz, transformando seu entorno, com amigos e familiares envolvidos em um luto e em uma dor que poderiam ter sido evitados. No caso de crianças, é muito importante o acompanhamento de pais e de responsáveis para que não haja uma tragédia por conta de uma eventual negligência, como bem pode ocorrer no caso de balneários e de piscinas.
Nesse contexto, a atuação do poder público é fundamental, provendo os recursos humanos e os equipamentos em lugares muito procurados pelos banhistas, bem como sinalizando pontos impróprios e perigosos para banho. É preciso um mutirão preventivo para impedir que óbitos evitáveis continuem a ocorrer, pois trata-se de preservar um bem precioso irrecuperável, a vida. Conscientização e ações concretas podem fazer toda a diferença.