Os sempre recentes episódios de racismo no esporte, notadamente no futebol, demandam que sejam efetivadas ações concretas de combate a essa chaga, tanto por parte do poder público como da iniciativa privada, passando por todos os segmentos sociais. Não é aceitável de forma nenhuma que as pessoas sejam julgadas ou tratadas discricionariamente de acordo com a cor da sua pele. No Brasil, nossa formação é multirracial e isso precisa ser considerado como um fator positivo e que nos iguala a todos como seres humanos exercendo seus direitos e sua cidadania.
Visando obter esclarecimentos sobre eventuais iniciativas adotadas por conta da ocorrência que envolveu o jogador Luighi, da base do Palmeiras, alvo de ofensas racistas num jogo no Paraguai, o Ministério Público Federal questionou o Ministério do Esporte acerca dos fatos. Em nota, o órgão afirmou que “o combate ao racismo é pauta prioritária para o Ministério do Esporte, que tem manifestado com veemência o repúdio aos atos e vê com bons olhos a iniciativa do Ministério Público Federal, que está em absoluta sintonia com o posicionamento da pasta no trato dessa questão”. Acrescentou que tem feito campanhas de esclarecimentos visando combater a violência nos estádios, bem como o preconceito e o racismo, além de realizar estudos para subsidiar mudanças na Lei Geral do Esporte, devendo entregar esse levantamento à Casa Civil e à Presidência da República para posterior encaminhamento. Pela proposta, entidades que não aderirem a esse enfrentamento poderão ficar sem receber recursos públicos.
Nesse contexto de união contra a discriminação racial, com atividades a serem desenvolvidas em todos os espaços coletivos, como nas comunidades e nas escolas, assume redobrada importância a data desta sexta-feira, quando se registrou a passagem do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Erradicar o racismo no Brasil e no mundo é uma tarefa hercúlea à qual não podemos nos furtar a fim de construir uma sociedade mais justa, mais humana e mais tolerante.