Ao final de abril e início de maio de 2024, o RS registrava a maior enchente de sua história. Ao menos 480 municípios foram atingidos, houve 25 desaparecidos, 184 óbitos e quase mil feridos.
As fortes chuvas fizeram extravasar os rios Taquari, Caí, Jacuí e Sinos, bem como o Guaíba e a Lagoa dos Patos em Pelotas e Rio Grande. A economia regional teve perdas de cerca de R$ 60 bilhões e toda a logística produtiva foi afetada.
Em meio a este drama coletivo, também as instalações e o trabalho da equipe do Correio do Povo foram profundamente afetados. Há exatamente um ano, dia 3 de maio de 2024, como bem registram nossas edições deste fim de semana, a inundação invadia a Capital.
O prédio da rua Caldas Júnior e as oficinas do jornal, no Quarto Distrito, sofreram a invasão das águas, danificando máquinas e equipamentos e obrigando a retirada dos profissionais, que passaram, em sua maioria, a trabalhar de forma alternativa, com os repórteres e fotógrafos comparecendo aos locais atingidos para trazer a informação para os demais colegas que, impedidos de usar a redação, laboraram de forma remota para, num esforço conjunto, levar aos leitores e ao público as informações decisivas sobre o que fazer naquele momento adverso para porse a salvo, primeiro por meios digitais e depois retomando em paralelo o formato físico ainda em maio, vencendo uma barreira significativa para voltar ao convívio do seu público-leitor de forma ampla.
Igualmente, o CP buscou sempre repassar as orientações das autoridades para a coletividade em meio à gravidade da situação, buscando, principalmente, preservar vidas.
Neste trágico episódio, o Correio do Povo manteve-se fiel aos princípios do seu primeiro editorial, no qual constava que estaria sempre à disposição para as grandes causas da sociedade. Informações e serviços, reivindicações dos atingidos, demandas dos municípios, entre outros itens, estiveram em suas páginas neste período desta singular catástrofe.
Agora, o jornal continua espelhando o cotidiano da reconstrução, visando contribuir com a elaboração das políticas públicas necessárias à retomada do crescimento no Estado, bem como com as medidas preventivas para que essa tragédia nunca mais se repita.