Editorial

Cuidados em prol da coletividade

Cada cidadão ou os diversos setores que compõem nossas urbes precisam estar em sintonia para atuar em prol da integridade física e psicológica das pessoas mais vulneráveis. São vários os segmentos que precisam de proteção.

Viver em sociedade implica ter uma série de direitos e também de deveres que são correlacionados a cada um dos seus integrantes, sendo que cada uma dessas prerrogativas e obrigações deve estar em consonância com os princípios constitucionais que visam garantir o bem comum, notadamente o que preceitua acerca da dignidade humana. Toda a atividade do poder público, das instituições e da coletividade precisa apontar neste rumo, realizando as aspirações de justiça social e de prevalecimento de uma ordem legal justa e equitativa.

Nesse sentido, cada cidadão ou os diversos setores que compõem nossas urbes precisam estar em sintonia para atuar em prol da integridade física e psicológica das pessoas mais vulneráveis. Cabe a cada brasileiro ou a cada brasileira comprometer-se com o lastro protetivo necessário a cada contingente hipossuficiente, como mulheres, idosos, pessoas com deficiência naquilo que precisarem de apoio, crianças e adolescentes. Assim, no dia a dia, pode-se demandar o poder público quando se souber de situações de abuso, notadamente em casos de violência doméstica, nos quais quem é agredido nem sempre encontra os meios mais eficientes para se livrar da opressão cotidiana. Não se pode aceitar a omissão, como naquela assertiva de que, em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. Na verdade, muitas vezes, uma intervenção, que pode ser até anônima, acaba sendo decisiva para salvar vidas. O mesmo vale para os outros segmentos vulneráveis, pois as autoridades trabalham com informação, que pode ser enviada por canais colocados à disposição da população, os quais garantem o anonimato de quem faz a denúncia.

Os entes federados têm suas atribuições, que visam propiciar aos cidadãos condições de terem acesso a serviços básicos para uma vida mais plena. A segurança pública faz parte disso e é preciso demandá-la em cada ocasião em que se puder ajudar alguém que esteja sob risco de sofrer uma coação que o impeça de exercer sua cidadania com plenitude.