Editorial

Neste dia 18 de fevereiro, registra-se a passagem do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, promovido pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias da área nos estados e nos municípios. Também estão envolvidos hospitais, universidades, ONGs e associações médicas e grupos de apoio como os Alcoólicos Anônimos (AA). A iniciativa conta também com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Esta data tem como mote alertar a população sobre os riscos que advêm do consumo excessivo de álcool, bem como sobre a prevenção, o tratamento e a importância de procurar ajuda, seja com coletivos temáticos da sociedade civil, seja com o poder público. O álcool está na base de uma série de enfermidades, como doenças do fígado, cardiovasculares e neurológicas; causa dificuldades nas relações sociais, como no contato com familiares e amigos; e favorece posturas agressivas que podem levar a brigas, desavenças, sequelas físicas, homicídios e feminicídios e a uma autodestruição da vida pessoal, desestruturando projetos e objetivos do alcoolista. No cotidiano, a pessoa dependente deixa de cumprir compromissos, bem como cria dificuldades extras para si mesma, muitas vezes incorrendo em delitos que não seriam cometidos em estado de sobriedade. Diante de tais adversidades, é urgente que se façam campanhas preventivas em escolas e nas comunidades, com palestras e seminários sobre os efeitos do álcool, divulgação de materiais informativos e realização de eventos culturais e esportivos que incentivem hábitos saudáveis. Cabe lembrar ainda que não cabe prejulgamentos em relação a quem enfrenta esse vício, mas sim um suporte afetivo e boa dose de empatia para que se encaminhe uma recuperação desejável em todos os sentidos.

As dependências, de um modo geral, são prejudiciais para a saúde física e psicológica dos acometidos por elas, sejam hábitos adquiridos, sejam condutas viciantes. Com disciplina, suporte e assistência especializada, é bem possível que esses males possam ser vencidos e o prazer de viver restabelecido em sua plenitude.